Criminosos adaptam drones para atacar rivais e monitorar operações policiais

Facções de tráfico no Rio utilizam drones adaptados para atacar policiais e monitorar rivais, com apoio de ex-militar da Marinha.
Em 28 de outubro de 2025, durante uma megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão, criminosos usaram drones para atacar policiais, lançando granadas sobre as forças de segurança. O governador Cláudio Castro (PL) comentou sobre a situação, afirmando que esse é o tipo de recepção que a polícia enfrenta por parte dos criminosos.
O papel da tecnologia militar no tráfico
O uso de drones pelo Comando Vermelho não é recente; há um ano, foi revelado que um militar da Marinha ajudou a facção a adaptar a tecnologia para lançar explosivos. O cabo Rian Maurício Tavares Mota foi preso pela Polícia Federal em Niterói, acusado de desenvolver dispositivos que acoplam granadas aos drones. Ele também treinou criminosos no uso dessas ferramentas em ataques a rivais.
Monitoramento e estratégia
Além de atacar, os drones eram usados para monitorar a movimentação da polícia, com informações sendo repassadas ao Comando Vermelho. A PF encontrou um bunker na residência do militar, destinado a esconderijo e sobrevivência. Interceptações telefônicas revelaram diálogos entre Rian e Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, um dos líderes da facção.
Contexto e desdobramentos
As investigações indicam que o uso de drones para ataques não é um caso isolado. Outras facções no Rio também têm adaptado essa tecnologia, conforme apurações da PF. Em um áudio, um criminoso menciona a necessidade de um dispositivo específico para lançar granadas com os drones, mostrando a organização e os planos estratégicos da facção.
Os episódios de violência ressaltam os desafios enfrentados pelas autoridades no combate ao tráfico de drogas no estado, evidenciando a necessidade de novas abordagens para enfrentar a criminalidade.








