Queda do dólar reflete confiança dos investidores após negociações em Washington

O dólar abriu em queda nesta segunda-feira, refletindo a confiança dos investidores após um acordo no governo dos EUA.
O cenário do dólar nesta segunda-feira
O dólar abriu em queda nesta segunda-feira (10), com a moeda norte-americana cotada a R$5,3173, uma redução de 0,33%. Essa movimentação ocorre em um contexto em que os investidores se mostram mais propensos a ativos de risco, impulsionados pelo avanço nas negociações entre senadores republicanos e democratas nos Estados Unidos, que buscam encerrar a paralisação do governo federal, a mais longa da história, com 41 dias.
A influência do acordo no governo dos EUA
Após o anúncio do acordo no Senado, a confiança dos investidores aumentou, resultando em uma maior disposição para a compra de ativos. Na última sexta-feira (7), o dólar já havia encerrado em queda de 0,24%, cotado a R$5,335, enquanto a Bolsa subiu 0,47%, fechando a 154.063 pontos. A expectativa é de que a normalização das atividades governamentais nos EUA traga estabilidade ao mercado financeiro, tanto local quanto internacional.
Dados da economia chinesa impactam o mercado
Em meio a um dia de agenda esvaziada, os investidores repercutem também os dados da economia chinesa. As exportações da China caíram inesperadamente em outubro, registrando uma queda de 1,1% em comparação ao mês anterior, revertendo um aumento de 8,3% em setembro. Essa informação é relevante, pois os economistas esperavam uma alta de 3%. Segundo analistas, o resultado reflete os efeitos das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump a produtos chineses, gerando preocupação sobre a recuperação econômica da China.
Expectativas do Copom e a Selic
Além das questões internacionais, os investidores estão atentos à próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para esta quarta-feira. A decisão recente do Banco Central de manter a Selic em 15% ao ano foi vista como uma medida necessária para a convergência da inflação à meta. Economistas acreditavam que o Copom poderia abrir espaço para ajustes mais cedo, mas isso não ocorreu, o que reforça a estratégia do Banco Central e sua independência na condução da política monetária.
O impacto do carry trade no real
O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos é um fator que beneficia a valorização do real. Com a queda nas taxas de juros nos EUA, investidores aproveitam a diferença para realizar o carry trade, que consiste em tomar empréstimos em dólares, onde as taxas são mais baixas, para investir no Brasil, onde as taxas são mais altas. Essa movimentação gera uma maior demanda por reais, o que ajuda a desvalorizar o dólar em relação ao real.
O desempenho da Petrobras e seu reflexo no mercado
No cenário corporativo, a Petrobras se destacou ao reportar um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025, o que representa uma alta de 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A estatal também anunciou a distribuição de R$ 12,1 bilhões em dividendos, o que impulsionou as ações da empresa e teve um efeito positivo sobre o Ibovespa, apesar da queda nas ações da Vale. O resultado é considerado positivo, segundo analistas, que destacam a resiliência operacional da empresa em um ambiente desafiador.
Conclusão
A queda do dólar nesta segunda-feira é um reflexo de uma combinação de fatores, incluindo o acordo no governo dos EUA, dados da economia chinesa e a decisão do Copom sobre a taxa de juros. A expectativa é que esses elementos continuem a influenciar o mercado nas próximas semanas, à medida que os investidores avaliam o cenário econômico global e local.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








