Dólar inicia leve alta com foco em dados econômicos dos EUA


Investidores aguardam informações após o fim da paralisação governamental nos Estados Unidos

Dólar inicia leve alta com foco em dados econômicos dos EUA
Notas de dólares posicionadas em cima de mesa — Foto: m mostra várias notas de dólar americano espalhadas. As notas incluem valores de 50, 20 e 100 dólares, com retratos de figuras históricas como Abraham Lincoln,

Dólar abre em alta enquanto investidores esperam dados dos EUA após o fim do shutdown.

O dólar iniciou a sexta-feira (14) em leve alta, cotado a R$ 5,3096, enquanto investidores aguardam a volta da divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos, após o fim da paralisação do governo que durou 43 dias. Com o retorno dos servidores às atividades na quinta-feira (13), as expectativas aumentam para que o departamento de estatísticas volte a coletar dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) e o mercado de trabalho, interrompidos durante o “shutdown”.

Às 9h15, a moeda norte-americana subia 0,21%. Na quinta-feira, o dólar havia apresentado uma leve variação positiva de 0,09%. A Bolsa, por sua vez, caiu 0,29%, fechando a 157.162 pontos. O fim da paralisação é visto como um fator crucial para as decisões de investimento, além de coincidir com a temporada de balanços corporativos.

O processo de reabertura começou na segunda-feira, quando o Senado norte-americano aprovou um projeto de lei para restabelecer o financiamento das agências federais. Na quarta-feira, a Câmara dos Representantes confirmou o acordo, que foi sancionado pelo presidente Donald Trump. Esse marco fez com que os funcionários federais retornassem aos seus postos de trabalho, embora a total retomada dos serviços ainda seja incerta.

“Não podemos deixar isso acontecer de novo”, declarou Trump durante a cerimônia de assinatura, referindo-se à paralisação. O acordo encerra oficialmente o shutdown, o mais longo da história dos EUA, e estende o financiamento do governo até 30 de janeiro, contribuindo para a expansão da dívida pública, que atualmente soma US$ 38 trilhões.

O término do shutdown alivia incertezas sobre a economia americana. Desde o início da paralisação, em 1º de outubro, a falta de financiamento teve um impacto direto na divulgação de dados econômicos, deixando o Federal Reserve sem informações necessárias para balizar suas decisões de juros.

A falta de visibilidade sobre a atividade econômica havia gerado dúvidas sobre a continuidade do ciclo de cortes de juros iniciado em setembro. Agora, o mercado se mostra dividido. Dados da ferramenta FedWatch do CME Group indicam que 52,6% dos operadores apostam em uma nova redução de 0,25 ponto percentual em sua próxima reunião, enquanto 46,4% acreditam que a taxa se manterá entre 3,75% e 4%.

A analista Leonel Mattos, da StoneX, ressalta que a paralisação prejudicou a coleta de informações econômicas, mas as agências devem retomar a publicação dos dados. Fernanda Campolina, da One Investimentos, acredita que o Fed poderá se sentir “mais confortável” para realizar novos cortes já em 2025, o que beneficiaria mercados emergentes como o Brasil.

As reduções nas taxas de juros nos EUA costumam ser favoráveis, pois atraem investimentos para mercados emergentes. Enquanto isso, as ações de tecnologia nos EUA enfrentam uma queda, com preocupações sobre uma possível bolha relacionada à inteligência artificial.

O Banco do Brasil, por exemplo, reportou um lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no terceiro trimestre, 60,2% menor que no ano passado, o que impactou negativamente seus papéis, que caíram 1,18%. Por outro lado, a Petrobras registrou uma alta de 0,7%, ajudando a minimizar a pressão sobre o índice Ibovespa.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: m mostra várias notas de dólar americano espalhadas. As notas incluem valores de 50, 20 e 100 dólares, com retratos de figuras históricas como Abraham Lincoln,


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