Advogada critica ação da Polícia Civil do Paraná

A advogada Josiane Monteiro critica a divulgação de fichas criminais de homens assassinados em Icaraíma pela Polícia Civil do Paraná, alegando que isso afeta a dignidade das famílias.
Em Icaraíma (PR), nesta segunda-feira (9), a advogada Josiane Monteiro criticou a divulgação de fichas criminais de três homens assassinados pela Polícia Civil do Paraná. Os homens, Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso, desapareceram em 5 de agosto e foram encontrados mortos 44 dias depois. A advogada questiona: “Qual é o motivo da autoridade policial divulgar uma situação como aquela anos e anos depois?”.
Contexto da crítica
A divulgação das fichas, que revelam extensos registros policiais dos homens, foi feita após a polícia justificar a necessidade dessa informação para investigar possíveis vínculos com o crime organizado. A dívida de R$ 255 mil, relacionada à venda de uma propriedade rural, é um dos pontos centrais da investigação. A advogada ressalta que isso ofende a dignidade das vítimas e suas famílias, uma vez que muitos processos podem já ter sido julgados ou arquivados.
Detalhes sobre as vítimas e os suspeitos
Os quatro homens, que eram profissionais experientes em cobranças, foram vistos pela última vez em uma padaria de Icaraíma. As investigações apontam que a emboscada ocorreu durante uma tentativa de cobrança da dívida. Os principais suspeitos, Antonio e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, desapareceram após prestar depoimento e são considerados fugitivos. A polícia acredita que a localização dos corpos, encontrados com marcas de tiros, reforça a gravidade do caso.
As implicações da divulgação
A polêmica levantada pela advogada e o impacto na reputação das vítimas são questões que geram debates sobre a ética na divulgação de informações policiais. O caso segue em investigação enquanto a sociedade se questiona sobre a responsabilidade da polícia em situações semelhantes. A divulgação de antecedentes criminais, especialmente anos após os fatos, levanta discussões sobre a dignidade e o respeito às famílias das vítimas.
Notícia feita com informações do portal: tnonline.uol.com.br








