Conflito entre padre e locutor sobre restauração da Santa Ceia em Bambuí gera repercussões

Briga entre padre e locutor sobre restauração gera polêmica em Bambuí. Diocese se defende.
Diocese se manifesta sobre restauração da pintura
Na cidade de Bambuí, no dia 19 de outubro, um conflito ao vivo durante o programa “Domingão do Jesão” acabou chamando a atenção para a restauração da pintura da Santa Ceia, realizada pela Diocese de Luz. O locutor Jésus Chaves alegou ter sido agredido pelo padre Edson Teixeira após criticar a obra. A Diocese afirmou que as intervenções visam zelar pela beleza e funcionalidade do culto divino, de acordo com as diretrizes do Código de Direito Canônico.
O que motivou a briga
O radialista, que não foi consultado sobre a restauração feita em 2022, alegou que o novo trabalho deturpou sua pintura original de 1974. A Diocese, por sua vez, defendeu sua autonomia, ressaltando que não existe registro de tombamento do templo por órgão público. A situação ganhou contornos jurídicos, com a Polícia Civil tratando o caso como lesão corporal leve, dependendo agora da formalização da denúncia por parte de Chaves.
Repercussão e esclarecimentos
Após a confusão, a Diocese de Luz reiterou seu compromisso com a promoção do bem espiritual dos fiéis e a dignidade da liturgia. A nota oficial ainda enfatiza a necessidade de um diálogo sereno e respeito mútuo entre as partes envolvidas. A rádio envolvida na transmissão do incidente também se manifestou, afirmando que colabora com as autoridades, mas que o assunto é de foro pessoal.
A posição do pintor
Jesus Chaves Martins, autor da pintura original, expressou sua insatisfação com a reforma, afirmando que a nova versão alterou as cores e proporções de sua obra, o que fere seus direitos autorais. A polêmica evidencia a importância de diálogo e consulta em questões que envolvem patrimônio cultural e artístico.
A Diocese, ao final, reafirmou que continuará acompanhando a situação em busca da verdade e da harmonia comunitária.








