Cidadãos de diversas regiões enfrentam desafios para chegar ao IML

Famílias de estados como Pará e Bahia enfrentam dificuldades para reconhecer corpos no Rio de Janeiro.
Dificuldades de reconhecimento de mortos no Rio de Janeiro
Na terça-feira (28), uma operação policial nos complexos da Penha e do Alemão resultou na morte de 121 pessoas, incluindo cidadãos de estados como Pará, Bahia, Amazonas e Espírito Santo. Famílias dessas regiões enfrentam grandes desafios para chegar ao Rio de Janeiro e realizar o reconhecimento dos corpos, com alguns ainda sem informação sobre a situação dos parentes.
Clima de impaciência no IML
O clima no IML (Instituto Médico Legal) é tenso, com ao menos 70 pessoas aguardando. O processo de reconhecimento é moroso, envolvendo cadastro e espera por contato da polícia. Até a noite de quarta-feira (29), mais de 80 corpos já haviam passado por necropsia, mas apenas seis foram liberados para sepultamento. A Defensoria Pública oferece ajuda para o cadastro e sepultamento gratuito.
Desafios enfrentados por famílias
Entre as famílias que tentam chegar ao Rio, uma mulher de Belém mencionou que pelo menos seis famílias partiram na quarta-feira (29) e ainda não conseguiram chegar. O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, destacou que muitos mortos são de fora do estado, complicando o processo de identificação. Além disso, a falta de documentos tem dificultado o reconhecimento no IML e no Detran (Departamento Estadual de Trânsito).
Acompanhamento e próximos passos
O processo de reconhecimento envolve a coleta de informações pessoais e características dos mortos, como marcas de nascença e tatuagens, e a expectativa é que as famílias continuem aguardando por suporte das autoridades. A situação é angustiante, com muitos sem saber se seus entes queridos estão vivos ou mortos.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








