Abed Betoko enfrenta constrangimento em cartório de SP

Abed Betoko, professor congolês, relata constrangimento ao registrar seu filho com o nome africano Zion Nzobale em cartório de SP.
Em Arujá, na Grande São Paulo, no dia 27 de outubro, Abed Betoko, professor congolês de 36 anos, passou por constrangimentos ao tentar registrar seu filho com um nome africano: Zion Nzobale Costa Betoko. O docente relata que foi necessário discutir por mais de uma hora com os oficiais do cartório para aceitar o nome composto, enfrentando exigências de documentos ancestrais que não se aplicavam ao caso.
Legislação e liberdade de escolha
Conforme o tabelião Rui Gustavo Camargo Viana, a Lei de Registros Públicos proíbe apenas a atribuição de nomes que exponham a pessoa ao ridículo, mas não impede a escolha de nomes incomuns. A prática de inventar sobrenomes que não existem entre os antepassados do bebê é considerada irregular, mas, no caso de Zion, os sobrenomes “Costa” e “Betoko” são válidos. O especialista afirma que a confusão pode ter ocorrido por parte dos oficiais, que acreditaram que Nzobale era um sobrenome, quando, na verdade, é um nome composto.
Significado e tradição familiar
Abed escolheu o nome Zion Nzobale por conta de uma tradição familiar significativa. Ele explica que uma de suas tataravós, após sonhar com um conselho de sua mãe falecida, fez um mingau de uma árvore chamada Nzobale, o que resultou na sobrevivência de um bebê que estava em risco. O professor pretende contar essa história a Zion quando ele crescer, enfatizando a importância de valorizar suas raízes africanas e a força de manter nomes que representam sua cultura.








