Detenção de brasileiros em Israel: deportação para Jordânia


Ativistas da Global Sumud devem deixar o país nesta terça-feira

Detenção de brasileiros em Israel: deportação para Jordânia
Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Cidadãos brasileiros detidos em Israel serão deportados para a Jordânia nesta terça-feira, informou a Global Sumud.

Cidadãos brasileiros detidos desde a semana passada deverão deixar território israelense nesta terça-feira (7); ativistas integram missão que tentava levar ajuda a Gaza e foram capturados em águas internacionais. A Global Sumud, organização que acompanha o caso, confirmou que a deportação ocorrerá após visita de representantes da Embaixada do Brasil.

Detalhes da deportação

Os 13 brasileiros que participaram da flotilha Global Sumud e que ainda estão detidos por Israel devem ser libertados nesta terça-feira (7) e deixar o país com destino à Jordânia. A decisão foi comunicada após representantes da Embaixada do Brasil em Tel Aviv visitarem os detidos na prisão de Ktzi’ot, no deserto do Neguev. O grupo foi capturado em águas internacionais, durante uma missão que tentava entregar ajuda humanitária à população de Gaza.

Acompanhamento e assistência

Além dos brasileiros, ativistas de outros países, como Argentina, Colômbia, África do Sul e Nova Zelândia, também deverão ser libertados nesta terça. O grupo deve chegar por volta do meio-dia no horário local (6h em Brasília) à Jordânia, onde será recebido por diplomatas da Embaixada do Brasil em Amã. Os ativistas passarão por avaliação médica e receberão assistência consular na chegada.

Contexto do conflito

A libertação ocorre no dia em que a guerra em Gaza completa dois anos, um conflito que já deixou dezenas de milhares de mortos e gerou uma crise humanitária sem precedentes. A ação marítima tinha como objetivo denunciar o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza, que, segundo os ativistas, transformou-se em um cerco total, impedindo a entrada de alimentos e medicamentos.

Considerações finais

A libertação dos brasileiros é vista como um ato simbólico de resistência. Segundo nota dos organizadores, “não há liberdade verdadeira enquanto o cerco persistir”, e destacam a urgência de ações concretas da comunidade internacional para garantir a liberdade do povo palestino.


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