Entenda como é viver com prolapso genital e as suas implicações na vida das mulheres

O prolapso genital é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres. Entenda os desafios enfrentados.
O que é o prolapso genital e como se manifesta
O prolapso genital é uma condição que afeta muitas mulheres, especialmente após o parto. Em sua essência, o prolapso ocorre quando um ou mais órgãos pélvicos, como a bexiga, intestino ou útero, se deslocam de suas posições normais e pressionam a parede vaginal. Isso pode causar uma sensação de peso ou de algo descendo pela vagina, que muitas descrevem como estar “sentada em uma bola de tênis”. Essa condição não é fatal, mas pode impactar significativamente a qualidade de vida das mulheres.
Helen Ledwick, ex-jornalista e podcaster, vivenciou essa realidade após dar à luz seu segundo filho. Ela relata que, em um momento de confusão, percebeu que algo estava errado e buscou entender o que era o prolapso genital, um termo que até então lhe era desconhecido. Ao falar sobre sua experiência, Ledwick destacou que o prolapso é um tema cercado de tabus, o que dificulta a busca por ajuda.
A luta contra o estigma e a busca por informação
A falta de conhecimento sobre o prolapso genital é um desafio significativo. Helen, após seu diagnóstico, sentiu medo e confusão, pois as orientações recebidas foram, em sua maioria, de precaução, como evitar atividades que poderiam piorar a condição. Essa abordagem levou a um isolamento emocional, onde a vergonha e o silêncio se tornaram companheiros constantes.
“Você vive com vergonha, silêncio e solidão”, explica Ledwick, que encontrou apoio em redes sociais, onde outras mulheres compartilhavam suas experiências semelhantes. Essa troca a motivou a criar um podcast e escrever um livro, visando quebrar o silêncio e proporcionar um espaço para que outras mulheres se sentissem acolhidas e informadas.
O papel dos profissionais de saúde
A médica Nighat Arif, especialista em saúde da mulher, enfatiza que o prolapso genital é mais comum do que se imagina, e os sintomas podem variar. Algumas mulheres podem não apresentar um caroço visível, mas ainda assim sentir pressão na região lombar ou no abdômen. A gravidez, o parto natural e o envelhecimento são fatores que podem aumentar o risco de desenvolver essa condição.
O tratamento pode variar desde exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico até intervenções cirúrgicas, dependendo da gravidade do prolapso. Arif ressalta a importância de um diagnóstico preciso, que geralmente é feito por meio de um exame físico.
Caminhos para a recuperação e qualidade de vida
Helen Ledwick compartilha que sua recuperação foi um processo gradual. Após buscar ajuda de uma fisioterapeuta, ela conseguiu retomar atividades como correr, algo que achava que nunca mais conseguiria fazer. Através de um treinamento adequado e suporte emocional, Ledwick conseguiu transformar sua experiência em uma oportunidade de ajudar outras mulheres.
Agora, ela está se preparando para uma corrida de 10 km, simbolizando não apenas sua recuperação física, mas também sua vitória emocional sobre o prolapso genital. “Me sinto bem e aprendi a lidar com os sintomas. Ainda tenho prolapso, mas ele já não comanda minha vida como antes. Sinto que estou vencendo a batalha”, afirma.
Conclusão
O prolapso genital é uma condição que, apesar de comum, ainda é cercada de estigmas e falta de informação. A experiência de Helen Ledwick ilustra a importância de abrir discussões sobre saúde pélvica e a necessidade de suporte entre mulheres. Com o tratamento adequado e um espaço seguro para compartilhar experiências, é possível recuperar a qualidade de vida e enfrentar os desafios dessa condição.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








