Atraso na desova preocupa especialistas e ameaça a espécie

O atraso na desova das tartarugas em Rondônia, que ocorre pelo segundo ano consecutivo, preocupa especialistas e ameaça a sobrevivência da espécie.
Neste ano, a desova das tartarugas no Vale do Guaporé, em Rondônia, começou com atraso, o que se repetiu pelo segundo ano consecutivo. Especialistas alertam que fatores como chuvas fora de época e queimadas estão prejudicando a taxa de sobrevivência da espécie.
Impactos climáticos na desova
As tartarugas da espécie Podocnemis expansa, a maior tartaruga de água doce da América do Sul, enfrentam dificuldades devido a eventos climáticos extremos. A fumaça das queimadas tem bloqueado a luz solar, alterando a temperatura da areia onde os ovos são postos. Em 2022, cerca de 12 milhões de filhotes nasceram, mas esse número caiu drasticamente para apenas 350 mil em 2023, uma queda de quase 88%.
Ações do Ibama
O Ibama, através do Programa Quelônios da Amazônia, tem realizado monitoramento e proteção das praias de desova, além de ações de educação ambiental com as comunidades locais. As estimativas para 2025 indicam que mais de 33 mil ninhos podem ser bem-sucedidos, mas o número exato de filhotes que sobreviverão ainda é incerto.
Queimadas e biodiversidade
O cenário de queimadas em Rondônia agravou a situação das tartarugas. Em 2024, o estado registrou o maior número de queimadas em 14 anos. Contudo, de janeiro a setembro de 2025, os focos de queimadas diminuíram significativamente, resultando em uma redução de aproximadamente 85% em comparação ao ano anterior. O Ministério Público de Rondônia tem coordenado esforços para combater os incêndios e proteger a biodiversidade local.
Conscientização e preservação
As iniciativas de conscientização, como eventos de soltura de filhotes, visam sensibilizar a população sobre a importância da preservação das tartarugas na Amazônia. O fortalecimento das ações de combate às queimadas e a proteção dos quelônios são essenciais para garantir a sobrevivência da espécie e o equilíbrio ecológico da região.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








