O impacto da redução do desmatamento na sustentabilidade ambiental

O Brasil pode alcançar suas metas climáticas com a redução do desmatamento, tornando biomas sumidouros de carbono.
Na semana passada, foram divulgados os números do desmatamento no Brasil, apurados pelo sistema Prodes, do Inpe. Na região da Amazônia Legal, houve uma queda de 11% de agosto de 2024 a julho de 2024 em comparação ao período homólogo de 2024/23. Essa tendência é acompanhada por um recuo de 11,5% no bioma cerrado, resultando na menor taxa de desmatamento em quase 40 anos.
Impacto das emissões no Brasil
O Observatório do Clima divulgou recentemente as estimativas das emissões no Brasil em 2024, indicando uma queda de quase 17% das emissões brutas em relação a 2023. Isso foi notável, considerando que o PIB cresceu 6,7% no biênio 2023/24. A maior parte das emissões de gases de efeito estufa no Brasil é proveniente do desmatamento (mais de 40%) e da agricultura, especialmente da pecuária (quase 30%). O Brasil, portanto, apresenta uma estrutura de emissões que difere significativamente da de outros países.
Metas de redução e desafios futuros
O Brasil se comprometeu a reduzir suas emissões líquidas em 48% até 2025 e em 53% até 2030, com a meta chegando a 67% até 2035. Estamos próximos de cumprir a meta de 2025, mas as metas futuras demandarão reduções adicionais significativas. O governo anunciou várias medidas, como a Lei do Combustível do Futuro e o Plano Clima, para viabilizar essas reduções. A matriz elétrica do Brasil já é predominantemente renovável, com cerca de 90% da eletricidade proveniente de fontes limpas, mas a continuidade na redução do desmatamento é essencial.
O futuro dos biomas brasileiros
Reduzir o desmatamento na Amazônia Legal e no cerrado em 10% ao ano entre 2025 e 2035 poderia converter esses biomas em sumidouros de carbono. Se as taxas de desmatamento caírem de 13 mil km² em 2024/25 para 5 mil km² em 2034/35, as emissões associadas poderiam se transformar de um valor positivo em aproximadamente 250 milhões de toneladas de CO2 equivalente para um valor negativo próximo de 1 bilhão em uma década. Isso não apenas ajudaria a cumprir as metas climáticas do Brasil, mas também permitiria a geração de créditos de carbono, que poderiam ser vendidos no mercado internacional.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








