Menores níveis desde 2012, mas disparidades ainda persistem

Em 2024, desigualdade de renda e pobreza alcançam mínimas históricas nas metrópoles, mas diferenças ainda são alarmantes.
As regiões metropolitanas do Brasil alcançaram em 2024 os menores níveis de desigualdade de renda e pobreza desde 2012. Os dados, apresentados na 16ª edição do boletim Desigualdade nas Metrópoles, indicam que a proporção de pessoas em situação de pobreza caiu de 23,4% em 2023 para 19,4%, o que representa 16,5 milhões de pessoas. Contudo, a disparidade permanece significativa, com os 10% mais ricos ganhando 15,5 vezes a renda dos 40% mais pobres.
Números e indicadores do caso
Em 2024, o rendimento per capita dos 10% mais ricos foi estimado em R$ 10,4 mil, enquanto os 40% mais pobres receberam apenas R$ 670. O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade, caiu de 0,550 em 2023 para 0,534, o que representa um recuo de 2,8%. O Gini de 2024 está 5,5% abaixo do máximo registrado em 2021, durante a pandemia.
Impactos da renda do trabalho
A redução da desigualdade é atribuída principalmente ao aumento da renda do trabalho das camadas mais pobres, impulsionada pela recuperação do emprego e reajustes reais no salário mínimo. Embora os benefícios sociais, como o Bolsa Família, tenham um impacto, o professor André Salata, do PUCRS Data Social, destaca que o principal fator é o crescimento da renda na base da pirâmide.
Comparação com outros países
Em comparação com outras nações, o Gini do Brasil em 2024 foi de 0,506. Países nórdicos apresentam índices em torno de 0,25, enquanto nos EUA a marca é em torno de 0,40. Apesar das melhorias nas metrópoles, a desigualdade continua a ser um desafio significativo, refletindo a concentração de renda em pequenos grupos da sociedade.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








