Mudanças em plano de saúde geram temor de retrocesso no tratamento das crianças

Pais de crianças com autismo em Mogi das Cruzes temem impactos negativos após descredenciamento de clínicas de saúde.
Crianças e jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Mogi das Cruzes enfrentam dificuldades após o descredenciamento de clínicas pela operadora de saúde Hapvida NotreDame. Os pacientes agora serão atendidos na rede própria da empresa, mas os pais expressam preocupação com possíveis retrocessos no tratamento de seus filhos.
Impacto do descredenciamento
Os tratamentos de TEA exigem acompanhamento multidisciplinar, incluindo psicoterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Pais relatam que a interrupção do atendimento pode prejudicar a evolução e a adaptação das crianças, afetando seu aprendizado e independência.
Testemunhos de pais
Kátia Astorino Carvalhaes, mãe de Danilo e Murilo, observa uma regressão no comportamento de seus filhos desde o descredenciamento. Ela destaca a importância do vínculo entre pacientes e terapeutas, que leva tempo para ser estabelecido. Outros pais, como Marcelo Barbosa dos Santos, também relatam impactos negativos na rotina de seus filhos, com aumento da irritabilidade e crises.
Respostas da operadora
A Hapvida NotreDame reafirma seu compromisso com um atendimento de qualidade, garantindo que todos os pacientes continuarão recebendo o suporte necessário. A operadora destaca que a transição entre clínicas será feita com cuidado e diálogo com as famílias.
Considerações finais
Especialistas alertam que a continuidade do tratamento é essencial para o desenvolvimento das crianças com TEA, e mudanças abruptas podem trazer sérias consequências. A situação gera um clima de insegurança entre os pais, que buscam a melhor assistência para seus filhos.








