Exposição a riscos aumenta com férias escolares e evento internacional

Férias escolares durante a COP30 em Belém elevam riscos de exploração sexual e trabalho infantil.
A realização da COP30 em Belém, no mês de novembro, traz à tona importantes preocupações sobre a segurança de crianças e adolescentes durante as férias escolares. Com as escolas fechadas, esses jovens podem se tornar mais vulneráveis a diversos tipos de violências, como exploração sexual e trabalho infantil, em uma cidade que receberá um grande número de turistas.
Ações do governo e ONGs
A avaliação do governo federal e local, em conjunto com ONGs, é de que é fundamental mitigar os riscos. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) está implementando um plantão de acolhimento para vítimas na região central de Belém, em parceria com o Governo do Estado do Pará e outras entidades. Além disso, equipes de assistência e segurança farão rondas em áreas de maior vulnerabilidade.
Canal exclusivo para denúncias
Para facilitar a denúncia de abusos, foi criado um canal exclusivo no Disque 100, que já está ativo e funcionará por tempo indeterminado. Essa iniciativa visa aumentar a proteção e garantir que as vítimas tenham um meio de buscar ajuda durante o evento.
Legado e ações futuras
Após a COP30, o MDHC pretende fortalecer o sistema de garantia de direitos das crianças no estado. Um plano de ação em parceria com o Conanda e o Unicef está sendo elaborado, incluindo um guia sobre proteção infantojuvenil em grandes eventos. As férias escolares, embora sejam um momento de descontração, também exigem a atenção das famílias para garantir um ambiente seguro para as crianças.
A ONG Futuro Brilhante, que atua na prevenção de violações de direitos, já mobilizou mais de 4.000 crianças no Pará, promovendo ações educativas e conscientização sobre limites corporais e a importância de buscar ajuda em situações de desconforto.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








