A hipertensão arterial pulmonar ganha visibilidade na trama

A novela "Três Graças" expõe a luta de pacientes com hipertensão arterial pulmonar, refletindo os desafios enfrentados por quem vive com doenças raras no Brasil.
A novela “Três Graças”, exibida pela TV Globo desde 11 de outubro de 2025, tem chamado a atenção para a hipertensão arterial pulmonar (HAP), uma condição que afeta a saúde de muitos brasileiros. A personagem Lígia, interpretada por Dira Paes, vive os desafios de um diagnóstico que, muitas vezes, é demorado e impreciso. A HAP provoca aumento da pressão nos vasos sanguíneos dos pulmões, levando a complicações graves, como a sobrecarga do coração.
A realidade do diagnóstico tardio
Pacientes como Lígia enfrentam uma jornada longa até obter um diagnóstico correto. Segundo o pneumologista Alexandre de Melo Kawassaki, o tempo médio para o diagnóstico de doenças raras, como a HAP, é de quase seis anos. Esse atraso pode resultar em complicações que afetam a qualidade de vida e a expectativa de vida dos pacientes. Os sintomas da HAP, como falta de ar e cansaço, muitas vezes são confundidos com outras condições, como asma ou ansiedade.
A prevalência das doenças raras
A HAP não é um caso isolado. Estima-se que existem mais de 6 mil doenças raras reconhecidas, com uma prevalência global de 3,5% a 5,9%. Isso indica que entre 263 milhões e 446 milhões de pessoas podem estar lidando com algum desses diagnósticos. As doenças pulmonares intersticiais, que incluem a fibrose pulmonar idiopática e a linfangioleiomiomatose, também são abordadas na trama, refletindo a complexidade do tratamento e a necessidade de atenção especializada.
O impacto das condições pulmonares raras
Essas doenças, embora raras, têm um impacto significativo na vida dos pacientes. A falta de acesso a tratamentos adequados e a dificuldade no diagnóstico precoce contribuem para um cenário preocupante. O reconhecimento dessas condições pela mídia, como na novela “Três Graças”, é fundamental para aumentar a conscientização e mobilizar recursos para pesquisa e tratamento. Os avanços, como a inclusão de medicamentos no SUS, são passos importantes, mas ainda há um longo caminho a percorrer para garantir cuidados adequados a todos os pacientes.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








