Ex-governador do DF busca apurar responsabilidades em esquema financeiro bilionário

Deputado Rollemberg articula CPI para investigar fraudes financeiras no Banco Master e BRB.
CPI para investigar Banco Master e BRB
O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB), ex-governador do Distrito Federal, está mobilizando esforços para protocolar um pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) com o objetivo de investigar as suspeitas de fraudes financeiras que envolvem o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília). A iniciativa se intensifica após a operação que resultou na prisão do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, e no afastamento do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
Contexto da proposta
Rollemberg está recolhendo assinaturas e planeja formar uma comissão com 27 titulares e 27 suplentes, com um prazo de até 120 dias para investigar a relação entre os dois bancos. Para que a CPI seja instaurada, é necessário o apoio de pelo menos 171 parlamentares. Na justificativa para a criação da comissão, o ex-governador enfatiza a urgência e a necessidade de apurar as responsabilidades e desdobramentos de um esquema que pode ter causado prejuízos de R$ 12 bilhões.
Fundamentos da investigação
O deputado menciona que a Operação Compliance Zero revelou não apenas a fragilidade do sistema financeiro, mas também um ‘risco sistêmico’ para o mercado financeiro brasileiro. Rollemberg argumenta que a gravidade e a complexidade do caso exigem uma investigação que vá além da esfera penal individual, atingindo diretamente o interesse público e a ordem econômica e social.
Indícios de irregularidades
Rollemberg aponta que existem “fortes indícios” de que o BRB foi utilizado para absorver passivos e contratos fraudulentos do Banco Master. Ele defende que é fundamental investigar as conexões políticas e as possíveis omissões regulatórias que facilitaram o crescimento e a quase concretização deste esquema por meio de uma instituição estatal. “É imprescindível que se investiguem as tentativas de interferência institucional que permitiram que essa situação chegasse a um ponto crítico”, afirmou.
Implicações políticas
A proposta de Rollemberg não apenas tem implicações financeiras, mas também políticas, uma vez que envolve instituições financeiras estatais e figuras proeminentes no cenário político do DF. O desdobramento dessa CPI pode trazer à tona questões de governança e responsabilidade no setor público, além de esclarecer o papel de instituições como o BRB em um contexto de crise de confiança no sistema financeiro.
Próximos passos
Com a mobilização em curso, Rollemberg e sua equipe seguem coletando assinaturas e fazendo lobby entre os parlamentares para garantir o apoio necessário. A situação continua a se desenrolar, e a expectativa é que novos desdobramentos ocorram nas próximas semanas, à medida que a CPI se aproxima de sua formação. A sociedade civil e os órgãos de fiscalização aguardam ansiosamente por uma resposta clara sobre as responsabilidades e as medidas que serão tomadas após as investigações.
Fonte: www1.folha.uol.com.br








