Demolição do viaduto 31 de Março altera urbanismo no Rio de Janeiro


Novo projeto de Eduardo Paes transforma o entorno do Sambódromo com residências e espaços culturais

Demolição do viaduto 31 de Março altera urbanismo no Rio de Janeiro
Projeto prevê praça da Apoteose, no Catumbi, aberta ao público e sem grades. Foto: Arquivo pessoal

O projeto de demolição do viaduto 31 de Março visa reurbanizar o centro do Rio e transformar a área em um espaço cultural.

O projeto de demolição do viaduto 31 de Março, que conecta a zona sul ao centro do Rio de Janeiro, foi apresentado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) nesta quinta-feira (20). A proposta, que visa a reurbanização do entorno do Sambódromo, inclui a construção de novos prédios residenciais e a abertura da praça da Apoteose ao público durante todo o ano, removendo barreiras que atualmente limitam o acesso à área.

Transformações previstas no entorno do Sambódromo

O plano, divulgado logo após a reeleição de Paes para seu quarto mandato em 2024, visa não apenas a demolição do viaduto, mas também a criação de um espaço urbano renovado. A intervenção afetará bairros como Catumbi, Cidade Nova e Estácio de Sá, áreas com rica história cultural e social. Segundo Paes, este projeto é comparável à derrubada da Perimetral em 2013, que modificou a paisagem da zona portuária.

A importância histórica da região

Historicamente, a região onde o viaduto 31 de Março foi construído abriga a memória de comunidades diversas, incluindo judeus e famílias afrodescendentes. A área também foi um berço do samba moderno a partir da década de 1930. O projeto de requalificação promete não apenas a construção de até 4.000 novas unidades habitacionais, mas também a criação de um ambiente mais acessível e integrado à cultura local.

Novos espaços culturais e comerciais

Entre as principais inovações, destacam-se a construção de uma biblioteca chamada “Biblioteca dos Saberes”, projetada pelo arquiteto alemão Francis Kéré, e um mergulhão que facilitará o tráfego na região. O projeto prevê também a criação de um boulevard, além de um edifício com garagem subterrânea para 1.600 veículos, que será inspirado na arquitetura de Oscar Niemeyer.

Impactos e perspectivas futuras

A demolição do viaduto 31 de Março é vista como uma chance de corrigir erros do passado, onde intervenções urbanas anteriores afetaram negativamente a vida local. O urbanista Rodrigo Azevedo, responsável pela requalificação, afirma que a proposta visa transformar a área em um “distrito de entretenimento e cultura”, reaproximando o Sambódromo da população. A visão é que o espaço, que atualmente é isolado, volte a ser parte integrante da paisagem urbana.

Opiniões de especialistas

O projeto recebeu atenção do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (Cau/RJ), que busca entender melhor as dimensões da proposta. O presidente do Cau, Sydnei Menezes, reconhece a necessidade de revitalização na área, mas ressalta a importância de um planejamento detalhado para evitar que a história da região seja novamente desconsiderada.

Conclusão

A demolição do viaduto 31 de Março representa uma nova fase para o centro do Rio de Janeiro, com um foco na reurbanização e na inclusão da comunidade. Com a proposta de abrir a praça da Apoteose e transformar o Sambódromo em um espaço mais acessível, espera-se que as transformações tragam benefícios sociais e culturais significativos para a população local.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Arquivo pessoal


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