O delegado da Polícia Federal, Marco Bontempo, responsável por investigações sobre um esquema de venda e vazamentos de decisões judiciais no STJ, decidiu deixar o caso, alegando motivos pessoais. Em meio a um esgotamento físico e mental, Bontempo prepara um relatório preliminar para seu sucessor. As investigações, que duram quase um ano, já citaram decisões e gabinetes de ao menos 9 dos 33 integrantes do STJ, mas até o momento, nenhum ministro é alvo. A apuração teve início após a morte do advogado Roberto Zampieri e revela um intricado esquema envolvendo pagamentos entre empresários e servidores do STJ.

A saída do delegado Marco Bontempo ocorre em meio à investigação sobre vendas de decisões judiciais no STJ.
Na Polícia Federal, em setembro, o delegado Marco Bontempo anunciou sua saída das investigações sobre um esquema de venda e vazamentos de decisões judiciais no STJ, alegando motivos pessoais e esgotamento físico e mental. Ele está preparando um relatório preliminar para o sucessor, já que a primeira fase das investigações se aproxima de um ano.
Contexto da investigação
A operação Sisamnes, que Bontempo liderava, envolve múltiplas apurações sobre a venda de decisões judiciais e já mencionou ao menos 9 integrantes do STJ, embora nenhum ministro esteja sob investigação atualmente. A apuração teve início após a morte do advogado Roberto Zampieri em Cuiabá (MT) no final de 2023, onde foram encontradas conversas suspeitas no celular da vítima.
Esquema de vendas de decisões
As evidências indicam que um lobista, identificado como Andreson de Oliveira Gonçalves, atuava junto a desembargadores e servidores do STJ para facilitar interesses de empresários. Mensagens revelaram pagamentos e minutas de decisões judiciais foram encontradas pela PF. Até agora, apenas um servidor foi exonerado em meio à crise instaurada pela investigação.
Desdobramentos e próximos passos
Recentemente, a PF realizou novas operações relacionadas ao caso, incluindo busca e apreensão na residência do lobista. Andreson está em prisão domiciliar desde julho, enfrentando problemas de saúde e uma cirurgia que afetou sua condição. A investigação continua sob a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, vinculada à Direção de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção.
O futuro da investigação agora depende da escolha de um novo delegado para dar continuidade ao trabalho iniciado por Bontempo.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








