Dalmo Magno Defensor, diretor de gestão da Fundação Theatro Municipal, refutou as alegações de conflito de interesses feitas pela Associação dos Músicos Instrumentistas do Theatro Municipal de São Paulo. Segundo ele, sua experiência anterior na Sustenidos, organização que gere o teatro, não compromete sua atuação atual, já que começou a trabalhar na fundação em fevereiro de 2023. O desentendimento acontece em meio a um contexto de tensões ideológicas entre a administração do teatro e vereadores conservadores, que criticam a direção artística ligada à diversidade e à desconstrução de tradições.

Dalmo Magno Defensor, diretor da Fundação Theatro Municipal, rebate acusações de conflito de interesses feitas por músicos da instituição.
Na última sexta-feira, o diretor de gestão da Fundação Theatro Municipal, Dalmo Magno Defensor, negou as acusações de conflito de interesses feitas pela Associação dos Músicos Instrumentistas do Theatro Municipal de São Paulo. Defensor, que começou a trabalhar na fundação em fevereiro de 2023, afirmou que as alegações da associação são inverídicas e não têm fundamento, uma vez que ele ocupou um cargo na Sustenidos, organização que gere o teatro, entre 2013 e 2016.
Os argumentos de Dalmo Magno Defensor
Defensor argumentou que o intervalo de seis anos entre seu trabalho na Sustenidos e sua atual função reduz consideravelmente as chances de um conflito de interesses. Ele explicou que não fiscaliza o contrato da Sustenidos sozinho, mas com uma equipe de cinco pessoas, e que as decisões podem envolver diversos setores da fundação, incluindo a diretoria artística e a Secretaria da Fazenda.
Contexto das acusações
As críticas surgem após o prefeito Ricardo Nunes ter solicitado a rescisão do contrato da Sustenidos com o teatro, em um contexto de tensões ideológicas. A polêmica se intensificou quando um funcionário da Sustenidos compartilhou um vídeo polêmico envolvendo um ativista, levando a uma divisão entre aliados conservadores e a administração do teatro, que tem buscado promover diversidade em suas produções artísticas.
O futuro administrativo do teatro
Defensor também afirmou que não fará parte da escolha da nova administradora do Theatro Municipal, ressaltando a separação de funções e a necessidade de manter a integridade das decisões na fundação.
A situação continua a se desenvolver enquanto a discussão sobre a gestão e a direção artística do Theatro Municipal se intensifica, refletindo um embate entre visões opostas sobre a arte e sua representação.








