Atração por trabalho no setor de cuidados cresce entre jovens

No Japão, fisiculturistas estão sendo atraídos para o setor de cuidados, enfrentando uma escassez de cuidadores.
Em Nagoya, Japão, fisiculturistas estão sendo atraídos para o setor de cuidados em meio à escassez de profissionais. Com a segunda maior população de idosos do mundo, o país enfrenta uma demanda crescente por cuidadores, levando a empresa Visionary a implementar uma estratégia inovadora.
Atraindo uma nova geração de cuidadores
A Visionary encontrou uma solução criativa para atrair homens jovens, que costumam evitar o setor de cuidados devido a estereótipos de gênero e salários baixos. A empresa oferece benefícios como horas remuneradas de musculação e subsídios para bebidas proteicas. Takuya Usui, um ex-treinador esportivo, é um exemplo de como essa abordagem está funcionando. “Antes, este trabalho não me atraía de forma nenhuma”, admite Usui, que agora vê uma nova perspectiva em sua função.
O déficit e as oportunidades
O Japão enfrenta uma crise no setor de cuidados, com uma previsão de déficit de 570 mil cuidadores até 2040, segundo o Ministério do Trabalho. Atualmente, para cada candidato, existem cerca de quatro vagas. Yusuke Niwa, diretor da Visionary, enfatiza que a maioria dos cuidadores são mulheres acima de 40 anos, e a presença de fisiculturistas oferece uma nova dinâmica ao setor. Ele implementou o conceito de “cuidadores musculosos” em 2018, resultando em um aumento significativo de candidatos.
Impacto na economia
A cada ano, cerca de 100 mil japoneses abandonam seus empregos para cuidar de familiares dependentes, e até 2030, mais 300 mil devem enfrentar essa realidade. Isso pode custar à economia do país cerca de US$ 58,9 bilhões. A reinvenção do setor é essencial, e a adesão de fisiculturistas pode ser uma resposta a essa necessidade crescente.
Takuya Usui, que formou um laço especial com uma residente do lar, Madoka Yamaguchi, destaca que os cuidados vão além da força física: “Descobri que os cuidados são muito mais do que isso”.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








