Modelo pode deixar áreas verdes sem remuneração em tempos de crise

Modelo do TFFF é criticado por priorizar investidores, podendo deixar florestas sem recursos.
Em 6 de novembro de 2025, Belém recebe o lançamento do mecanismo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que busca arrecadar fundos para a conservação das florestas. Especialistas alertam que o valor de US$ 4 por hectare é considerado muito baixo, o que pode comprometer a proteção de áreas verdes diante de atividades ilegais como o garimpo.
Críticas ao modelo do TFFF
O TFFF, que visa captar US$ 125 bilhões, é criticado por priorizar investidores, colocando as florestas em segundo plano. Segundo o engenheiro Tasso Azevedo, o valor proposto não é suficiente para frear economias que desmatam. A falta de motivação financeira para as comunidades locais também é uma preocupação, já que elas vivem cercadas por atividades predatórias.
Impactos nas comunidades locais
Caciques de povos indígenas relatam que o auxílio social do governo francês não é suficiente para evitar o aliciamento por garimpeiros. Eles oferecem quantias elevadas para explorar o conhecimento indígena sobre os rios. A migração de garimpeiros para o lado francês da fronteira gera um clima de desespero entre as autoridades locais, que lutam para conter a atividade ilegal.
Desafios e perspectivas futuras
O secretário de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda, João Resende, reconhece que o modelo pode deixar florestas sem remuneração em momentos de instabilidade financeira, mas argumenta que ainda é um avanço em relação à situação atual. A captação dos fundos e a mudança de mentalidade sobre o investimento em conservação são desafios que o Brasil enfrentará para garantir o sucesso do TFFF.
Esta reportagem foi produzida com apoio do Pulitzer Center.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








