Crise de segurança e elogios a Castro marcam evento em Londres


Debate sobre transição energética e inclusão financeira traz à tona preocupações com a violência no Brasil

Crise de segurança e elogios a Castro marcam evento em Londres
Foto: Felipe Gonçalves/Divulgação Lide

Evento em Londres destaca preocupações com segurança pública, elogios a Cláudio Castro e propostas para recriação do ministério.

Na última sexta-feira (31), empresários e executivos brasileiros que viajaram a Londres para debater temas como transição energética e inclusão financeira abriram uma brecha na pauta para falar da crise de segurança pública, escancarada pela operação policial que deixou mais de cem mortos no Rio de Janeiro. O empresário José Batista Júnior, da família J&F, manifestou a preocupação do setor produtivo com o assunto, afirmando que “o governo federal precisa começar a trabalhar muito forte nas questões de segurança nacional para dar a nós empresários a tranquilidade de poder trabalhar e produzir”.

Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, que hoje é vice-chairman e chefe global de políticas públicas do Nubank, disse acreditar que “a inteligência financeira é um importante instrumento no combate ao crime organizado”. A manifestação mais entusiasmada foi do presidente da Loterj, Hazenclever Cançado, que exaltou a ação policial e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), destacando sua liderança e a transformação do estado.

O ex-presidente Michel Temer defendeu a recriação do ministério voltado à segurança pública, ressaltando a necessidade de uma ação coordenada. “O Raul Jungmann era o ministro da Segurança e fazia reuniões frequentes com os secretários de segurança de todo o país, porque o crime ultrapassa as fronteiras dos estados e até do país”, afirmou.

João Doria, organizador do evento e ex-governador de São Paulo, também apoiou a ação de Castro, mas fez ressalvas sobre as mortes ocorridas. Ele destacou que o impacto do crime organizado é generalizado, afetando vários setores, e sugeriu a soma de forças para recriar o Ministério da Segurança Pública, buscando investimentos e tecnologias para evitar novos crimes.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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