Crise no Congresso: Relação entre Motta e Alcolumbre Esfria e Ameaça a Governança


A lua de mel entre os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), parece ter chegado ao fim. O outrora forte alinhamento, crucial nos primeiros meses de gestão, demonstra sinais de desgaste, culminando em um clima de tensão que paira sobre o Congresso Nacional. A rejeição da PEC da Blindagem, defendida por Motta, teria sido o estopim para o desentendimento.

Congressistas relatam que a relação, antes marcada por decisões conjuntas, agora se resume a conversas formais, sem o alinhamento político prévio que facilitava a tramitação de projetos. Essa falta de sincronia tem gerado preocupações quanto ao andamento de pautas importantes, que acabam paralisadas após aprovação em uma das Casas, refletindo diretamente na governança.

Lideranças do centrão alertam para o risco de enfraquecimento do Legislativo frente aos demais poderes. “Uma rixa entre deputados e senadores enfraquece o Legislativo como um todo”, declarou um líder, evidenciando a necessidade de uma reconciliação para fortalecer o Congresso.

A Câmara parece não ter digerido a derrota da PEC da Blindagem. Parlamentares cogitam retaliar, travando projetos de interesse do Senado ou rejeitando modificações feitas pelos senadores em propostas originárias da Câmara, como a segunda etapa da regulamentação da reforma tributária, reacendendo tensões.

Enquanto isso, o Senado demonstra insatisfação com a mudança no regimento da Câmara, implementada na gestão Lira, que retirou a prioridade de projetos já aprovados pelos senadores. A disputa sobre a gratuidade do transporte de bagagem de mão em voos nacionais é mais um exemplo das divergências que surgem entre as Casas, demonstrando a complexidade do cenário político.

No início do ano, Motta e Alcolumbre atuaram em sintonia, inclusive para destravar o pagamento de emendas parlamentares. A reaproximação entre os presidentes é vista como fundamental para evitar que o Congresso repita o cenário de atrito constante entre Lira e Pacheco, que tanto prejudicou a tramitação de projetos importantes nos últimos anos.

Fonte: http://jornaldebrasilia.com.br


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