Criança brasileira de 9 anos perde dedos em escola de Portugal


Incidente ocorreu em uma escola em Cinfães, levantando questões sobre segurança infantil

Criança brasileira de 9 anos perde dedos em escola de Portugal
Criança foi atendida após o incidente. Foto: Rui Gaudêncio/Público Brasil

Um estudante brasileiro de 9 anos teve dois dedos decepados em uma escola em Portugal durante um incidente de violência.

Estudante brasileiro de 9 anos sofre acidente grave em escola de Portugal

No dia 10 de novembro, um estudante brasileiro de 9 anos teve dois dedos decepados durante as aulas na Escola Básica de Fonte Coberta, localizada em Cinfães, Portugal. A mãe do menino, Nívia Estevam, relatou que ele foi vítima de um ato violento por parte de colegas. Segundo ela, alguns alunos prenderam a mão dele em uma porta, impossibilitando qualquer reação.

O diretor do Agrupamento de Escolas de Souselo, Carlos Silveira, confirmou que um inquérito interno foi aberto para investigar o ocorrido. A Polícia de Segurança Pública (PSP) também foi informada sobre o incidente, que está sendo tratado com seriedade. “Estamos em processo de averiguação, seguindo a legislação em vigor”, afirmou Silveira.

O relato da mãe e a gravidade do acidente

Nívia Estevam compartilhou sua experiência angustiante após receber um telefonema da escola informando sobre o acidente com seu filho. “Cerca de uma hora e meia depois de deixá-lo na escola, recebi a ligação. A escola pediu para a avó dele comparecer, mas eu fui diretamente”, relatou. Ao chegar, encontrou seu filho com a mão enfaixada e soube que a ambulância estava a caminho.

Na viagem para o Hospital São João, no Porto, a gravidade do acidente foi revelada. “Um atendente da ambulância me disse que dois dedos do meu filho tinham sido decepados e que eu deveria segurar os pedaços coletados na escola”, contou Nívia, visivelmente abalada. O menino foi submetido a uma cirurgia que durou cerca de três horas, mas não foi possível recompor os dedos, que ficaram menores que o normal.

Histórico de agressões na escola

Nívia, que vive em Portugal há oito anos e está grávida de seis semanas, afirmou que seu filho já havia sido agredido anteriormente na escola. Em 5 de novembro, ela havia comunicado à instituição sobre marcas no pescoço do menino e relatos de agressões por parte de outros alunos. Na ocasião, a escola minimizou a situação, sugerindo que as crianças poderiam estar mentindo.

Após o incidente mais recente, Nívia expressou sua preocupação e pediu uma investigação rigorosa. “Nunca imaginei que algo assim pudesse acontecer com meu filho. Espero que a escola tome as medidas necessárias e puna adequadamente os responsáveis por essa violência”, ressaltou.

A busca por justiça

O estudante já se encontra em casa, em processo de recuperação. A mãe enfatizou sua determinação em buscar justiça. “Entendo que são crianças, mas é essencial mostrar que existem limites e que a violência não deve ser tolerada”, afirmou. Ela já iniciou o processo para levar a situação à Justiça, visando garantir que episódios como esse não se repitam.

Procurado para comentar o caso, o Ministério da Educação de Portugal não se manifestou até o fechamento desta edição. A comunidade escolar e os pais de alunos estão em alerta sobre a necessidade de um ambiente seguro para as crianças.

Este trágico incidente levanta questões importantes sobre a segurança nas escolas e o dever das instituições de proteger seus alunos de violência e bullying.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Rui Gaudêncio/Público Brasil


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