Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o empresário Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti optou por permanecer em silêncio após responder inicialmente ao relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A decisão foi comunicada por seu advogado, Thiago Machado, marcando uma reviravolta na sessão.
Cavalcanti é investigado por suposto envolvimento em um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões, alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU). Ele é ex-sócio do advogado Nelson Willians, outro nome sob investigação.
Antes de se calar, o empresário negou as acusações de participação no esquema e alegou desconhecer as atividades ilícitas de Nelson Willians e Maurício Camisotti. A defesa de Cavalcanti se amparou em um habeas corpus concedido pelo ministro do STF, Luiz Fux, que lhe garante o direito de não responder a perguntas que possam incriminá-lo.
A Polícia Federal apreendeu diversos bens de luxo pertencentes a Cavalcanti, incluindo veículos de alto valor, relógios e vinhos, levantando suspeitas sobre a origem de seu patrimônio. Questionado sobre sua evolução financeira, o empresário se recusou a fornecer detalhes.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), classificou Cavalcanti como parte de uma “máfia” que desviou recursos da previdência, corrompendo servidores e mantendo relações com políticos. Viana aguarda ainda uma resposta do STF sobre a convocação de Maurício Camisotti, considerado peça-chave no esquema.








