CPI do Crime Organizado Mirará Cúpula da Segurança Pública e Governos Estaduais


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado definiu seu plano de ação e prepara uma série de convocações de peso. Ministros de Estado, diretores da Polícia Federal e governadores de estados estratégicos no combate ao crime organizado deverão prestar esclarecimentos aos parlamentares.

Entre os nomes confirmados para depor estão Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça, José Múcio, ministro da Defesa, Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Almada, diretor de Inteligência da PF, e Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Abin. A comissão também pretende ouvir governadores e secretários de segurança de estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas.

A CPI, proposta pelo senador Alessandro Vieira (MDB/SE), tem como presidente o senador Fabiano Contarato (PT/ES) e como vice-presidente o senador Hamilton Mourão (Republicanos/RS). A instalação da comissão ocorre em um momento crucial para o debate sobre o enfrentamento ao crime organizado no país.

O relator Alessandro Vieira enfatiza a necessidade de desmantelar a estrutura financeira das organizações criminosas. “O crime organizado opera como negócio. Ele movimenta dinheiro, influência e logística. Para enfrentar, precisamos desmontar sua base econômica”, declarou o senador, ressaltando que a violência é apenas a ponta do iceberg.

O plano de trabalho aprovado delineia nove eixos de investigação, abrangendo desde a atuação das facções em territórios específicos até a utilização de tecnologias como fintechs e criptomoedas para lavagem de dinheiro. A CPI buscará ainda identificar falhas na integração entre órgãos de segurança e nas estruturas de combate ao crime nas fronteiras.

“A CPI não é palanque”, frisou Vieira, garantindo que os trabalhos serão conduzidos de forma técnica e responsável. O objetivo é apresentar um diagnóstico claro da situação e propor soluções concretas para o problema, incluindo sugestões de novas leis e recomendações às autoridades competentes.

Fonte: http://infonet.com.br


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