Cortes de Trump em Projetos Científicos Podem Causar ‘Um dos Anos Mais Tumultuados’ na Ciência dos EUA, Alerta Editor da Science


Holden Thorp, editor-chefe do grupo Science, prevê um futuro sombrio para a ciência nos Estados Unidos. Em um editorial contundente, ele descreve 2025 como um ano potencialmente devastador, alertando para a perda de talentos e o retrocesso em áreas cruciais devido a cortes orçamentários implementados durante a gestão de Donald Trump.

Thorp, professor da Universidade de Georgetown e figura proeminente na comunidade científica, enfatiza que as medidas adotadas pela administração anterior não apenas prejudicam projetos de pesquisa importantes, mas também afetam desproporcionalmente grupos tradicionalmente excluídos da ciência. “Isso é ruim para todos”, afirmou à Folha, ressaltando a perda de talentos excepcionais tanto para os EUA quanto para a comunidade científica global.

O editorial também critica a suposta motivação política por trás dos cortes, acusando Trump de usar a ciência e a educação superior como alvos em suas investidas. Thorp questiona o papel de líderes acadêmicos e instituições que, segundo ele, cederam às pressões do governo, contribuindo para a crise.

Ele exemplifica com casos como o da Universidade de Columbia, que demitiu funcionários em resposta às pressões, contrastando com a postura de Harvard, que resistiu e obteve uma vitória judicial contra os cortes. Thorp ressalta que agências governamentais interromperam programas de décadas, inclusive iniciativas de erradicação da malária e do HIV.

Para Thorp, a falta de compreensão sobre a importância do financiamento governamental para a educação superior e a pesquisa é um fator crucial. Ele destaca que o apoio à educação superior está diretamente relacionado ao nível de escolaridade da população, criando uma lacuna entre aqueles que compreendem a importância do investimento e aqueles que não.

Em meio a esse cenário desafiador, Thorp faz um apelo ao reconhecimento e valorização dos educadores que continuam a inspirar a próxima geração de cientistas. “Certamente, será difícil alcançar novos avanços sem o contínuo trabalho desses educadores”, conclui, enfatizando a importância de seu papel para o futuro da ciência.

Fonte: http://jornaldebrasilia.com.br


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