Investigação sobre coronavírus revela novos dados sobre morcegos no Brasil

Descoberta de coronavírus em morcegos brasileiros amplia o entendimento sobre riscos globais, mas não há evidências de infecção em humanos.
Em 27 de outubro de 2025, um estudo revelou a presença de um coronavírus em morcegos da espécie Pteronotus parnellii, coletados nos estados do Maranhão e São Paulo. Denominado BRZ batCoV, o vírus pertence à família dos betacoronavírus, que inclui o Sars-CoV-2, o Mers-CoV e o vírus Sars original. Apesar das semelhanças genéticas, não há evidências de que essa cepa infecte humanos.
Detalhes da descoberta
O sequenciamento genético apontou características que permitem que o vírus entre em células animais e humanas, mas esses locais de clivagem não haviam sido observados anteriormente em coronavírus de morcegos das Américas. A pesquisa, ainda em fase de preprint, foi liderada por Kosuke Takada e Tokiko Watanabe, da Universidade de Osaka, em colaboração com a Universidade de São Paulo (USP).
Implicações da pesquisa
A descoberta é significativa porque sugere que características importantes podem evoluir independentemente em populações de morcegos sul-americanos. Isso se alinha com a necessidade de programas de vigilância que monitorem a diversidade de coronavírus, visando prevenir possíveis transmissões para os humanos antes que ocorram.
Conclusões e próximos passos
Embora a pesquisa tenha ampliado o entendimento sobre a presença de coronavírus em morcegos brasileiros, a ausência de evidências de infecção em humanos é um ponto positivo. O estudo reforça a importância de continuar investigando a diversidade viral na vida selvagem para garantir a segurança pública e a saúde global.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








