Expectativas de inflação melhoram, mas juros devem permanecer inalterados até 2026

Na reunião de quarta-feira (5), o Copom deve manter a Selic em 15% ao ano. Economistas projetam que cortes de juros só ocorram em 2026.
Na reunião do Copom nesta quarta-feira (5), o Comitê de Política Monetária deve manter a Selic inalterada em 15% ao ano. Economistas projetam que, apesar da melhora recente nas expectativas de inflação, a flexibilização da política de juros só deva ocorrer em 2026.
Expectativas de inflação e política monetária
O Copom, segundo a análise de 31 instituições consultadas pela Bloomberg, deve optar por uma comunicação conservadora. Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, prevê que a instituição reconhecerá a evolução positiva do cenário econômico, mas evitará um clima otimista excessivo. Em setembro, as projeções para a inflação recuaram, indicando uma melhora nas expectativas, mas ainda distantes da meta de 3% do Banco Central.
Possíveis cortes em 2026
Andréa Angelo, estrategista da Warren Investimentos, ressalta que a manutenção da Selic reforça a estratégia do Copom em demonstrar compromisso com o processo de desinflação. A possibilidade de cortes de juros pode começar a ser discutida na primeira reunião de 2026, embora alguns fatores externos possam adiar essa decisão. O cenário eleitoral em 2026 e medidas de estímulo fiscal são algumas das preocupações que podem impactar a inflação.
Riscos e previsões para o futuro
Gustavo Rostelato, da Armor Capital, projeta que a redução da taxa de juros poderá acontecer a partir de março de 2026, mas não descarta um início mais cedo, dependendo da evolução das expectativas de inflação. A comunicação do Banco Central tem sido fundamental para ancorar essas expectativas e, segundo especialistas, deve continuar em um tom conservador para colher frutos no futuro.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








