Avaliação dos projetos foi suspensa após pedido de vista de conselheiros ambientais

O Copam adiou a avaliação de licenciamentos para exploração de terras raras após pedido de vista de conselheiros.
O Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) adiou a avaliação dos licenciamentos ambientais para a exploração de terras raras no Planalto de Poços de Caldas (MG) nesta sexta-feira (24). O adiamento inclui os projetos “Colossus”, da mineradora Viridis, e “Caldeira”, da Meteoric Minerals. O pedido de vista foi feito por conselheiros de associações ambientais e do setor industrial, que justificaram a necessidade de mais tempo para análise e para atender aos pedidos da sociedade civil.
Pressão de organizações e políticos
Antes da votação, o Copam enfrentou pressão de organizações de proteção ambiental e de políticos para adiar a avaliação dos projetos. A Câmara Municipal de Poços de Caldas aprovou moções solicitando que o Copam não votasse os projetos, alegando que os impactos da atividade de mineração são pouco conhecidos e que as áreas de exploração estão próximas à zona urbana.
Justificativas e transparência
A mineradora Viridis afirmou que o licenciamento do Projeto Colossus está sendo conduzido com total transparência e rigor técnico. O parecer técnico e jurídico favorável ao deferimento da licença foi emitido pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), mas a decisão final agora cabe ao Copam. A Meteoric também foi contatada, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.
Próxima reunião
Todos os projetos de licença ambiental foram adiados e devem voltar à pauta na próxima reunião do Copam, agendada para 28 de novembro. Esse adiamento reflete a crescente preocupação com os impactos ambientais da exploração de terras raras, especialmente em áreas sensíveis como o Planalto de Poços de Caldas.








