Reflexões sobre a cúpula do clima e suas implicações

A COP30 levanta questões sobre a eficácia das cúpulas climáticas e suas promessas de ação.
A COP30, que acontece em Belém, levanta um debate essencial sobre a eficácia das cúpulas climáticas e suas promessas de ação. O jornalista Marcelo Leite reflete que, ao contrário de filmes como “Casa de Dinamite”, onde a urgência é palpável, as conferências sobre mudança climática falham em gerar respostas rápidas e efetivas, resultando em ações tardias e paliativas.
O autor ressalta que, assim como um desastre nuclear, a crise climática também tem suas consequências devastadoras, mas sem a mesma pressão imediata para agir. O tempo se esgota, mas a sensação de urgência parece diluída. Ele critica a dependência constante de combustíveis fósseis e a inação das autoridades, que preferem adiar decisões cruciais enquanto os danos se acumulam.
Além disso, faz uma analogia com a pandemia, sugerindo que a crise climática se propaga de maneira lenta, mas igualmente letal, como o HIV da Aids. Essa comparação ressalta a necessidade de uma resposta proativa, em vez de reativa, para evitar uma catástrofe ambiental ainda maior.
Em última análise, Leite conclui que a COP30 é apenas mais uma sessão sem resultados concretos, mas que ainda é possível se levantar e rejeitar a inércia que tem marcado a luta contra a mudança climática.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








