Especialistas alertam sobre os riscos graves do metanol na saúde

Especialistas afirmam que não existem níveis seguros de metanol. O risco de cegueira e morte aumenta com a ingestão.
Especialistas alertam que não existem níveis seguros de consumo de metanol; a intoxicação pode levar a cegueira e morte. Recentemente, o estado de São Paulo registrou 18 casos confirmados de intoxicação, com 10 mortes associadas. A designer de interiores Rhadarani Domingos, 43, perdeu a visão após consumir caipirinhas, enquanto Bruna Araújo, 30, faleceu após ingerir vodca com suco.
Toxicidade e riscos
O metanol é altamente tóxico, e sua ingestão deve ser evitada. Segundo Thiago Carita Correra, do Instituto de Química da USP, a quantidade mínima de metanol que pode prejudicar a saúde varia entre indivíduos e depende do tipo de bebida. Mesmo pequenas quantidades, como 300 mg em uma garrafa de vinho, já são consideradas impróprias para consumo. A presença de etanol pode interferir na metabolização do metanol, mas não elimina o risco de toxicidade.
Sintomas e resposta ao tratamento
Os sintomas iniciais de intoxicação incluem dor abdominal, letargia e alterações visuais, podendo se manifestar entre 6 a 24 horas após a ingestão. A literatura científica sugere que uma dose diária considerada tolerável é de até 2 gramas, enquanto uma dose tóxica é em média de 8 gramas. A presença do etanol pode atrasar o surgimento dos sintomas, mas a toxicidade persiste após a eliminação do etanol.
Dados sobre intoxicação
O estado de São Paulo, epicentro da crise, confirmou 18 casos de intoxicação por metanol, com 10 mortes registradas. As autoridades de saúde alertam sobre a gravidade da situação e a necessidade de manejo urgente em casos de exposição ao metanol. As informações atualizadas devem ser divulgadas nas próximas horas, uma vez que o Ministério da Saúde está monitorando a situação.








