O Congresso Nacional realizou, nesta quarta-feira, uma sessão solene em homenagem aos quatro policiais que perderam a vida durante a Operação Contenção, desencadeada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A operação, que ocorreu no dia 28 do mês passado, também foi alvo de críticas e debates acalorados.
A homenagem contou com a presença de familiares e amigos dos policiais militares Heber Carvalho da Fonseca e Clei Serafim Gonçalves, bem como dos policiais civis Rodrigo Velloso Cabral e Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e as polícias Militar e Civil do estado também foram homenageados durante a cerimônia.
Um dos propositores da homenagem, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), destacou a importância de reconhecer a coragem e o mérito dos envolvidos na Operação Contenção. Nogueira, entretanto, reconheceu que a operação foi a mais letal já registrada no país, com um total de 121 mortes.
O deputado federal Doutor Luizinho (PP-RJ), outro autor do requerimento, classificou a Operação Contenção como um “marco no enfrentamento à criminalidade e na defesa da ordem pública” no Rio de Janeiro. Ele expressou orgulho pelo estado voltar a enfrentar as facções criminosas e defendeu o reconhecimento do esforço dos policiais que arriscam suas vidas diariamente.
Apesar da homenagem, a Operação Contenção permanece sob intensa controvérsia. Segundo o governo do Rio, a ação resultou na apreensão de 93 fuzis e na detenção de 113 suspeitos, mas apenas 20 dos 100 mandados de prisão foram cumpridos. O principal alvo, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, apontado como líder do Comando Vermelho, segue foragido.
O governador Cláudio Castro classificou a operação como “um sucesso”, declaração que contrasta com as críticas de entidades de direitos humanos e especialistas, que a consideram ineficaz e desastrosa. A Anistia Internacional classificou a Operação Contenção como “desastrosa”.
Durante a sessão solene, Castro reiterou que as únicas “vítimas” da Operação Contenção foram os policiais mortos e feridos. Ele também criticou as limitações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) às operações policiais em comunidades carentes, estabelecidas pela ADPF das Favelas.








