Briga no Mineirão durante evento promovido pelo governo e Google gera tensão entre alunos

Um evento sobre inteligência artificial em Minas Gerais foi interrompido por brigas entre alunos, gerando preocupação.
Conflito no Mineirão interrompe discussão sobre inteligência artificial
Na manhã desta quarta-feira (19), um evento promovido pelo governo de Minas Gerais em parceria com o Google, no Mineirão, foi interrompido por uma briga entre alunos da rede estadual. O evento tinha como objetivo promover o conhecimento sobre inteligência artificial e reunir 20 mil estudantes, mas a situação se descontrolou rapidamente.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a confusão, com alunos trocando socos e atirando garrafas de água. O conflito começou após o locutor do estádio fazer perguntas sobre as preferências de time entre os alunos, mas o secretário de Educação, Rossieli Soares, acredita que a questão não foi o principal fator desencadeador da briga. Ele mencionou que há informações de que uma das brigas começou por ciúmes entre jovens.
Investigação em andamento
A Secretaria de Educação do estado relatou que a situação foi “rapidamente controlada” pelas forças de segurança presentes. Mesmo assim, alguns alunos precisaram de atendimento devido a crises de ansiedade provocadas pelo tumulto. O secretário Soares afirmou que a equipe está revisando as imagens das câmeras de segurança e conversando com representantes das escolas para entender as causas do conflito.
O governo de Minas, liderado pelo governador Romeu Zema, havia promovido o evento como “a maior aula presencial de IA do mundo” e buscava quebrar um recorde estabelecido por uma escola em Portugal, que reuniu cerca de 1.700 alunos.
Reforço na segurança e apoio aos alunos
Para garantir a segurança dos participantes, a gestão Zema disponibilizou centenas de ônibus para levar alunos de Belo Horizonte e de outras cidades da região metropolitana ao evento. Além disso, o número de seguranças no Mineirão superava a expectativa de alunos, com apoio da polícia nas áreas externas do estádio.
No entanto, segundo Soares, identificou-se que algumas pessoas nas redes sociais incitaram a violência, o que pode ter contribuído para a situação. “Temos algumas identificações de redes sociais de gente que planejou fazer algumas coisas. Por exemplo, temos um comentário dizendo ‘vamos entrar jogando garrafas’”, revelou o secretário.
Acompanhamento e consequências
Após o tumulto, a maioria dos alunos e professores permaneceu no evento e continuou acompanhando a programação. O Google expressou pesar pelo ocorrido, mas garantiu que a programação foi retomada. A Secretaria de Educação também anunciou que os alunos envolvidos na briga receberiam acompanhamento psicológico.
A situação gerou reações da oposição, que convocou o secretário para prestar esclarecimentos na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa. Além disso, uma denúncia foi protocolada junto ao Ministério Público para investigar o ocorrido.
Futuro do evento
Questionado sobre a possibilidade de uma nova edição do evento, o secretário Soares afirmou que, no momento, não há planejamento de novas atividades desse tipo. “Essa aula era importante para uma mobilização, para instigar mais jovens a se aprofundarem sobre o tema”, disse. A equipe do Guinness World Records está avaliando se o número de estudantes que permaneceu até o fim do evento foi suficiente para quebrar o recorde português.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
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