Megaoperação no Rio expõe esquema de proteção entre facções

A megaoperação no Rio de Janeiro revelou um esquema de conexão entre o Comando Vermelho e líderes no Norte e Nordeste.
Na última terça-feira (28), a megaoperação chamada Operação Contenção no Rio de Janeiro resultou na morte de ao menos 121 pessoas e prendeu 113 indivíduos, revelando um esquema de intercâmbio e proteção entre o Comando Vermelho e líderes de suas bases em estados do Norte e Nordeste. Informações da Polícia Civil indicam que ao menos 33 dos presos eram de outros estados, incluindo Pará, Ceará, Maranhão, Bahia e Goiás.
Expansão do Comando Vermelho
A operação aponta que comunidades do Rio têm servido como refúgio para líderes de outros estados, em meio ao movimento de expansão da facção. O Relatório do Mapa de Orcrim 2024, elaborado pelo Ministério da Justiça, revela que o Comando Vermelho atua em 22 estados. No IML Afrânio Peixoto, muitos familiares de vítimas vêm de estados como Pará e Bahia, dificultando a liberação dos corpos devido à falta de documentação.
Impactos e reações
Os dados levantados pela investigação mostram que a facção criminosa se estabeleceu na Bahia desde 2020, absorvendo o Comando da Paz e aumentando a violência local. Em estados como o Ceará, o Comando Vermelho tem conquistado territórios, e a rivalidade com a facção GDE tem gerado crimes chocantes, como assassinatos em público. A relação com a política local também foi identificada, com prefeitos cassados por ligações com a facção.
Desdobramentos futuros
As autoridades destacam que as ações de enfrentamento ao crime organizado devem focar no aspecto financeiro das facções. O Comando Vermelho tem mostrado flexibilidade em suas alianças, o que representa um desafio para a segurança pública no Brasil, especialmente em áreas vulneráveis e com altos índices de pobreza.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








