A revolução da Inteligência Artificial e seus efeitos na profissão jornalística

A IA está mudando o jornalismo; saiba como essa tecnologia impacta a credibilidade da informação.
A revolução silenciosa provocada pela Inteligência Artificial (IA) está transformando a forma como estudamos, trabalhamos e nos relacionamos. O jornalismo não está passando imune a este processo, já afetando redações de jornais no Brasil e no mundo. A questão que se coloca é: como essa ferramenta é tratada e quais os riscos que representa para o profissional e a informação?
A importância da apuração
O professor Geraldo José Santiago, coordenador do curso de Jornalismo da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), destaca que, embora diferentes sistemas de IA estejam sendo desenvolvidos e incorporados aos poucos no cotidiano dos jornalistas, a necessidade de apuração e checagem jornalística é imprescindível para sustentar a credibilidade da informação. Apesar de existirem ferramentas de produção autônoma de textos, os sistemas de IA não são treinados para fornecer informações corretas ou respostas precisas.
Diretrizes e transparência
Santiago também ressalta que grandes grupos de comunicação estabeleceram diretrizes claras sobre como a IA é utilizada em reportagens. Isso inclui informar se ferramentas foram aplicadas para gerar textos, editar áudios, fotografias ou vídeos. A postura de transparência é essencial para reforçar a credibilidade e ajudar o público a compreender os limites do uso da IA.
Riscos éticos
Os riscos éticos do uso indiscriminado da tecnologia são reais. As ferramentas de IA não possuem senso crítico nem compromisso com valores jornalísticos. Elas podem reproduzir estereótipos, preconceitos e desinformação, além de criar conteúdos falsos que dificultam a identificação da desinformação pelo público e pelos verificadores.
O futuro do jornalismo
O caminho da automação é irreversível, mas a criatividade e a análise crítica devem permanecer no centro do trabalho jornalístico. Ninguém pode replicar ou substituir a criatividade humana. O jornalista Guilherme Nali, formado na Unaerp, destaca que as competências adquiridas no curso foram fundamentais para sua adaptação às transformações digitais.








