Comerciantes vendem bonecos de Lula a R$ 100 em ato da esquerda


A manifestação em São Paulo também contou com outras vendas, como bandeiras do Brasil.

Comerciantes vendem bonecos de Lula a R$ 100 em ato da esquerda
Bonecos do presidente Lula à venda durante ato em São Paulo.

Bonecos do presidente Lula são vendidos a R$ 100 em ato na Praça da República.

Comerciantes vendem bonecos de Lula em ato da esquerda

Durante a manhã de 7 de setembro de 2025, comerciantes estavam oferecendo bonecos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por R$ 100 na Praça da República, em São Paulo. O evento faz parte de uma série de manifestações organizadas pela esquerda, que também contaram com a venda de bandeiras do Brasil, disponíveis por R$ 30. O lema principal do ato é a defesa da soberania nacional, especialmente em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos.

As pautas discutidas durante a manifestação incluem a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem diminuição salarial, a tributação sobre os super-ricos, a punição de responsáveis pelos eventos de 8 de janeiro de 2023, além da regulamentação das redes sociais para combater fake news. Essas questões refletem as preocupações atuais da população em relação à economia e à política no Brasil.

Mobilização nas redes sociais e presença política

Apesar da relevância dos temas abordados, a divulgação do ato nas redes sociais teve pouco impacto. Organizações como o PT Brasil, PT SP, CUT e UNE tentaram convocar participantes, mas a adesão foi limitada. Poucos deputados, como Simão Pedro (PT-SP) e Guilherme Boulos (Psol-SP), se manifestaram publicamente em apoio ao evento.

Na quinta-feira anterior, Lula se reuniu com ativistas na comunidade Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, onde enfatizou a importância da mobilização popular, ressaltando que a anistia no Congresso poderia prejudicar a luta dos trabalhadores. “Se for votar no Congresso, nós corremos o risco da anistia”, afirmou, alertando sobre a força da extrema-direita na política.

Grito dos Excluídos e ato da direita

Na Praça da Sé, o Grito dos Excluídos também ocorreu pela manhã, reunindo manifestantes sob o lema “Cuidar da Casa Comum e da Democracia é luta de todo dia”. O evento incluiu a coleta de votos para um Plebiscito Popular sobre direitos trabalhistas, além de oferecer café da manhã para pessoas em situação de rua. Este ato se juntou ao evento principal na Praça da República às 9h.

À tarde, os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se concentrarão na Avenida Paulista para o ato intitulado “Reaja Brasil”, organizado pelo pastor Silas Malafaia. Este evento defende a anistia e a liberdade de expressão, mas não divulgou uma expectativa de público. As duas manifestações não se cruzarão devido à diferença de horários e locais, uma vez que a Praça da República está a cerca de 3 quilômetros da Avenida Paulista.

Desempenho das manifestações em 2025

As manifestações deste dia representam um teste de força entre as forças políticas no Brasil. Até agora, em 2025, a direita tem conseguido mobilizar um número maior de pessoas em São Paulo. Dados indicam que ocorreram seis grandes atos — quatro da direita e dois da esquerda — com públicos variando de 1,4 mil a 57,6 mil pessoas. O maior ato até o momento foi o “Anistia Já”, que atraiu 59 mil participantes, enquanto a maior manifestação da esquerda, “O Brasil é dos Brasileiros”, reuniu 15,1 mil pessoas.

Essas mobilizações refletem não apenas a polarização política atual, mas também as diferentes abordagens que cada lado está tomando para se conectar com a população. O que ocorrerá nas próximas semanas em termos de manifestações e mobilização popular será crucial para entender os rumos políticos do país.


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