Estudo aponta novas fontes de receita da facção criminosa

Estudo destaca que o Comando Vermelho diversificou suas fontes de receita, com a exploração de moradores em comunidades.
Em 7 de novembro de 2025, um estudo do pesquisador Roberto Uchôa, da Universidade de Coimbra, revelou que o Comando Vermelho diversificou suas fontes de receita, além do tráfico de drogas, com práticas de exploração de moradores em comunidades. A facção, que historicamente lucrou com o tráfico de cocaína, agora também se beneficia de mercados como ouro, madeira e tabaco.
Extorsão e controle territorial
O Comando Vermelho realiza cobranças por serviços, como taxas de segurança e proteção, além de monopolizar o comércio de produtos. Segundo Uchôa, esse fenômeno se intensificou desde os anos 2000, tornando as facções mais resilientes. A extorsão é uma prática que garante uma renda estável e previsível, o que contrasta com os altos riscos associados ao tráfico. “O poder da facção não vem mais só da droga; vem do controle territorial”, afirma Uchôa.
Estrutura descentralizada
Uchôa destaca que a estrutura do Comando Vermelho não é tão centralizada quanto a do PCC, permitindo que lideranças locais atuem de maneira autônoma. Essa flexibilidade permite que a facção mantenha práticas de cobrança que variam de acordo com o território, garantindo uma receita estável.
Desafios ao Estado
O estudo conclui que a intervenção do Estado nos territórios dominados pelo crime organizado deve ser acompanhada de ações sociais e políticas consistentes. Uchôa ressalta que a população deseja a presença do Estado, mas não em situações de confronto. O relatório sugere que para enfrentar o domínio do Comando Vermelho, é crucial oferecer alternativas e garantir serviços que atendam às necessidades da comunidade.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








