Iniciativa visa evitar a extinção da subespécie com edição genética

A Colossal Biosciences quer usar edição genética para salvar a subespécie em extinção.
A Colossal Biosciences, com sede em Dallas, Texas, anunciou sua intenção de usar edição genética e mães substitutas para criar um rinoceronte-branco-do-norte em um período estimado de 3 a 4 anos. A iniciativa visa evitar que a subespécie, atualmente restrita a duas fêmeas na reserva Ol Pejeta no Quênia, desapareça da Terra.
A missão de resgate
A empresa trabalha em colaboração com cientistas de diversos países, incluindo Quênia, Alemanha, Itália, Japão e República Tcheca. O plano envolve a coleta de óvulos das fêmeas Najin e Fatu, que já não estão em idade reprodutiva ideal, e o uso de esperma armazenado para criar embriões. Estes embriões serão implantados em fêmeas de rinoceronte-branco-do-sul, cuja população supera 15 mil indivíduos, principalmente na África do Sul.
Desafios e controvérsias
Embora a edição genética ofereça uma esperança, alguns cientistas expressam preocupações sobre as consequências imprevisíveis de trazer animais extintos de volta à vida. Desde 2015, o Consórcio BioRescue está engajado em estratégias para salvar a subespécie, que já foi bastante comum na África central e oriental.
O futuro da biodiversidade
Com a diminuição da população dos rinocerontes-brancos-do-norte, a diversidade genética desse grupo também caiu, o que é essencial para a saúde da população. A edição genética tem o potencial de aumentar essa diversidade, utilizando amostras de DNA de rinocerontes extintos. A Colossal já tem planos de trazer de volta outras espécies extintas, como o dodô e o tilacino, destacando a importância de prevenir extinções em vez de tentar revertê-las.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








