Colômbia elimina 28 guerrilheiros em resposta à pressão dos EUA


Operações militares intensificadas após críticas de Donald Trump ao governo Petro

Colômbia elimina 28 guerrilheiros em resposta à pressão dos EUA
Operações militares na Colômbia resultaram em múltiplas mortes. Foto: AFP — Foto: 26.jan.25 e 9.jul.24/AFP

Após pressão dos EUA, forças colombianas matam 28 guerrilheiros, incluindo menores. Críticas ao governo Petro aumentam.

Colômbia elimina guerrilheiros em resposta à pressão dos EUA

Após intensa pressão dos Estados Unidos para que a Colômbia tome medidas efetivas contra o narcotráfico, as forças armadas do país realizaram operações que resultaram na morte de 28 indivíduos, supostamente vinculados a grupos guerrilheiros. Entre os mortos, a Defensoria Pública revelou que seis eram menores de idade, atraindo críticas severas sobre as consequências das ações militares.

Segundo a defensora pública Iris Marín, esses menores foram vítimas de recrutamento forçado e a situação é um retrato doloroso da guerra que afeta os mais vulneráveis. Ela enfatizou a necessidade de precauções rigorosas para proteger crianças em contextos de conflito. A pressão por ações mais agressivas contra o narcotráfico aumentou após declarações do ex-presidente Donald Trump, que rotulou o atual presidente Gustavo Petro como “chefão do narcotráfico”.

Na última terça-feira (11), o Exército colombiano anunciou o resgate de três menores em mãos de guerrilheiros, enquanto relatos sugerem que adolescentes também podem ter morrido nas operações. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, afirmou que aqueles que se envolvem em hostilidades perdem qualquer proteção, uma declaração que gerou repúdio entre os opositores do governo.

As operações militares têm sido intensificadas, especialmente em resposta a pressões externas, e o ataque mais letal ocorreu em Guaviare, onde 19 pessoas foram mortas. Os militares afirmaram que os alvos eram dissidentes das extintas Farc, e a operação foi considerada a mais letal da presidência de Petro até o momento.

Além disso, uma investigação está em andamento para verificar se um comandante conhecido, que está em conflito com o grupo guerrilheiro ELN, foi uma das vítimas. O presidente Petro tem criticado os EUA por não conseguirem conter o consumo de drogas e enfrenta sanções por sua suposta inação no combate aos cartéis de drogas.

As duas facções guerrilheiras visadas nas operações são lideradas por Iván Mordisco, um criminoso notório no país. Apesar das tentativas de paz de Petro, Mordisco se retirou das negociações, levando a um aumento das tensões. Recentemente, Petro anunciou a suspensão de compartilhamento de informações com agências de inteligência dos EUA até que os ataques a embarcações no Caribe cessassem. Entretanto, após dois dias, o governo voltou atrás garantindo a continuidade da cooperação.

A situação na Colômbia, marcada por um ciclo de violência e pressões externas, continua a evoluir, com as forças armadas adotando uma postura mais agressiva contra o narcotráfico e grupos armados.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: 26.jan.25 e 9.jul.24/AFP


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