Investigação da Polícia Civil identifica técnica inovadora que dificulta detecção da droga por cães farejadores

Uma operação policial no Amazonas revela a existência da cocaína negra, uma forma sofisticada de adulteração da droga.
Entenda o fenômeno da cocaína negra no Amazonas
Uma recente operação da Polícia Civil do Amazonas revelou a existência de uma nova forma de tráfico: a cocaína negra. Essa modificação da cocaína branca foi descoberta em uma investigação que teve início após denúncias sobre um imóvel no bairro de Ponta Negra, em Manaus. Policiais encontraram 37 quilos da substância, que é quimicamente adulterada para dificultar sua detecção, inclusive por cães farejadores.
Mecanismos de modificação da droga
De acordo com o delegado Bruno Fraga, a cocaína negra é uma substância com valor de mercado muito superior ao da cocaína convencional. Enquanto um quilo da cocaína branca pode custar em torno de 10 mil dólares, a cocaína negra atinge a impressionante marca de 100 mil dólares por quilo. Este valor elevado se deve ao processo de modificação que a droga sofre, utilizando carvão e corantes, que mascaram seu odor e dificultam a identificação em testes rápidos.
A operação e suas descobertas
Durante a operação, os policiais inicialmente identificaram a cocaína branca. No entanto, registros em um caderno apreendido indicavam a presença de mais drogas. Ao revisitar o local, os investigadores encontraram a cocaína negra escondida em fundos falsos de móveis e quadros. A operação foi realizada com cães farejadores, mas a complexidade do material encontrado dificultou a detecção inicial.
Implicações do tráfico e consequências legais
A droga apreendida tinha como origem o Peru, e a polícia acredita que seria enviada para a Austrália. O casal responsável pelo armazenamento e distribuição foi autuado em flagrante e já possui antecedentes criminais. A ação da polícia resultou em um prejuízo estimado em 19,5 milhões de reais para o crime organizado.
A evolução do tráfico e o papel das investigações
Embora a cocaína negra não seja uma substância nova, sua utilização em Manaus representa um avanço nas técnicas de tráfico. A primeira apreensão dessa droga ocorreu em 1998, na Colômbia, e a segunda em 2021, também em Manaus. As investigações da Polícia Civil seguem em andamento para identificar mais envolvidos e compreender a rede de distribuição que opera na região.
Conclusão
A descoberta da cocaína negra e as técnicas utilizadas para escondê-la demonstram a constante evolução do tráfico de drogas e a necessidade de adaptações nas estratégias policiais. A Polícia Civil do Amazonas continua a trabalhar para desmantelar essas operações criminosas, enquanto a sociedade se vê diante do desafio persistente do combate às drogas.
Fonte: noticias.uol.com.br








