Entidade diminui benefício e atua no Congresso contra aumento para 30 dias

A CNI reduziu a licença-paternidade de seus funcionários de 8 para 5 dias antes de atuar no Congresso contra a ampliação para 30 dias.
Antes de se manifestar contra a ampliação da licença-paternidade para 30 dias no Congresso, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) reduziu o benefício de 8 para 5 dias corridos para seus próprios funcionários. Essa mudança foi um dos principais pontos debatidos durante a campanha salarial deste ano, que envolveu trabalhadores do Sistema Indústria.
Mudanças no acordo coletivo
O acordo coletivo, assinado em 22 de setembro e publicado em 1º de outubro, trouxe não apenas a redução da licença-paternidade, mas também de outras licenças, como a de luto e a de casamento. Até então, os funcionários tinham direito a 8 dias consecutivos a partir do nascimento do filho ou da adoção. A nova norma se alinha ao mínimo exigido pela CLT e é inferior ao que prevê o Programa Empresa Cidadã, que garante 20 dias de licença.
Atuação da CNI no Congresso
Concomitantemente, empresários do setor industrial e comercial atuaram na Câmara dos Deputados para barrar a expansão da licença-paternidade proposta pelo relator do projeto de lei, Pedro Campos (PSB-PE), e pelo governo Lula (PT). A pressão resultou na aprovação, na terça-feira (4), de uma ampliação gradual do benefício dos atuais 5 dias para 20 dias, com início em 2027.
Repercussão e futuro
A redução da licença gerou críticas em meio ao debate sobre direitos trabalhistas e a necessidade de promover uma maior equidade em políticas familiares. A CNI, procurada pela reportagem, não se manifestou sobre as mudanças implementadas ou sobre sua atuação no Congresso.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








