Relatos sobre o 'Mural da Feiura' e gestão da marca preocupam ex-associados

Ex-franqueados da Cresci e Perdi relatam clima de medo e expor em canais internos da rede.
Na Cresci e Perdi, rede de brechós infantis, ex-franqueados relatam um ambiente de medo e desconfiança gerado por práticas de gestão da marca. Segundo relatos, a fundadora Elaine Alves e o atual CEO Saulo Alves utilizavam canais internos para expor críticas a franqueados, criando um “Mural da Feiura” que reunia informações sobre lojas consideradas mal administradas.
Comunicação e constrangimento
Os ex-franqueados afirmam que as críticas eram compartilhadas em grupos de WhatsApp, levando a um clima de apreensão. Em agosto, vídeos de Elaine expressando sua frustração foram divulgados, onde ela mencionava ter “vontade de dar na cara” de um franqueado. Tais conteúdos geraram desconforto e foram vistos como constrangimento por muitos.
Investimento e suporte
O custo para abrir uma unidade da Cresci e Perdi varia de R$ 275 mil a R$ 495 mil, dependendo da população da cidade. Apesar do apelo sustentável da marca, comerciantes relatam que faltam suporte operacional e canais institucionais para resolver problemas. Muitos ex-franqueados enfrentam dificuldades emocionais severas, como ansiedade, resultantes da pressão constante e conflitos com a franqueadora.
Resposta da franqueadora
A Cresci e Perdi, por sua vez, afirma ter revisado sua comunicação e que busca um ambiente de gestão profissional. No entanto, ex-franqueados relatam que as queixas surgem, em parte, de uma antiga relação de trabalho conturbada, marcada por práticas de pressão e controle.
Consequências emocionais
Relatos indicam que o estresse gerado no ambiente de trabalho levou muitos ex-franqueados a buscar ajuda psicológica e psiquiátrica. Essa situação reflete a necessidade de uma comunicação mais clara e suporte efetivo para os franqueados, que se sentem desamparados em momentos de crise.








