China nega conspirar com Coreia do Norte e Rússia contra Estados Unidos


Pequim defende convite a líderes em desfile militar e refuta acusações de conspiração.

China nega conspirar com Coreia do Norte e Rússia contra Estados Unidos
Desfile militar em Pequim. Foto: Liu Xu – 3.set.2025/Xinhua

A China defendeu a presença de líderes russos e norte-coreanos em desfile militar, refutando acusações de conspiração.

China nega conspiração com Coreia do Norte e Rússia

A China tem se posicionado firmemente em defesa do recente desfile militar realizado em Pequim, que contou com a presença de líderes como Vladimir Putin e Kim Jong-un. Esse evento, que celebrou os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, vem sendo descrito por críticos, como Donald Trump, como uma conspiração contra os Estados Unidos.

O desfile militar e as críticas

O desfile militar, que exibiu armamentos nucleares chineses pela primeira vez, foi classificado por Trump como uma tentativa de aliança entre as potências, direcionando suas mensagens ao presidente chinês, Xi Jinping. Em uma publicação na rede Truth Social, Trump expressou seus sentimentos sobre a situação, insinuando que a China, a Rússia e a Coreia do Norte estão colaborando contra os EUA. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China reafirmou que a presença dos líderes estrangeiros no evento era uma forma de celebrar a paz e honrar a história.

“Trata-se de colaborar com países e povos que amam a paz, para recordar a história e valorizar o futuro”, afirmou Guo Jiakun, porta-voz do ministério. Ele também enfatizou que as relações diplomáticas da China são desenvolvidas de forma a não se dirigir contra terceiros.

Relações complicadas e sanções

Este desfile ocorre em um contexto delicado para a China, que busca fortalecer sua posição no Oriente, especialmente frente às sanções impostas por Trump. Além disso, a aproximação entre Rússia e Coreia do Norte tem gerado preocupações no Ocidente, principalmente em relação ao apoio militar que Pyongyang tem fornecido a Moscou na guerra na Ucrânia.

Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia, criticou a presença dos líderes no desfile, sugerindo que isso representa um esforço para criar uma nova ordem mundial antiocidental. A resposta de Guo foi enfática, alegando que as declarações da funcionária da UE estavam repletas de viés ideológico e incitavam a divisão.

Encontros entre líderes

Na mesma data, Xi Jinping se reuniu com Kim Jong-un no Grande Salão do Povo, marcando o primeiro encontro entre os dois em seis anos. O conteúdo da conversa não foi divulgado, mas a expectativa é que a parceria entre eles se fortaleça, especialmente após a reunião entre Kim e Putin em Pequim, onde reafirmaram sua cooperação mútua.

Desde o início da guerra na Ucrânia, a Coreia do Norte tem enviado apoio militar à Rússia, com milhares de soldados sendo reportados como enviados para auxiliar as forças russas. Em junho, Kim prometeu apoio incondicional a Moscou, conforme relatado pela agência estatal de notícias de Pyongyang.

A relação entre China e Rússia

A relação entre China e Rússia tem sido descrita como sem precedentes, com Putin afirmando que os laços entre os dois países estão em seu nível mais alto. Durante o desfile, além de Putin, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, também esteve presente, destacando a importância das alianças na região.

A crescente aliança entre China, Coreia do Norte e Rússia pode ter implicações significativas para o equilíbrio de poder na região e para a política internacional, especialmente em um momento em que as tensões globais aumentam.

O futuro das relações entre essas potências e seu impacto nas dinâmicas internacionais é um tema que merece atenção contínua. As reações dos EUA e da União Europeia, bem como os desdobramentos das interações entre esses líderes, serão cruciais para entender o cenário político global em evolução.


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