China e Irã questionam eficácia do ataque à usinas promovido pelos EUA


EUA bombardearam três instalações iranianas, mas especialistas duvidam da destruição total

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou no último sábado (21) que as Forças Armadas americanas realizaram um ataque aéreo contra três instalações nucleares no Irã, localizadas em Fordow, Natanz e Esfahan. A operação, segundo ele, foi “muito bem-sucedida”, mas analistas internacionais colocam em dúvida a eficácia real da ofensiva.

Foto: Reprodução internet

De acordo com a Reuters, bombardeiros B-2 foram utilizados na ação, equipados com bombas penetrantes GBU-57, conhecidas por destruir alvos subterrâneos. No entanto, especialistas ouvidos pelo jornal chinês Global Times alertam que os alvos iranianos, especialmente a instalação de Fordow, estão localizados a até 100 metros abaixo da superfície e são extremamente difíceis de atingir com precisão.

O pesquisador Li Zixin afirmou que, mesmo com bombas de grande poder, a profundidade das instalações reduz significativamente as chances de destruição completa em uma única investida. Outro especialista, Zhang Junshe, reforçou que o uso de duas bombas em sequência seria necessário, mas a tática nunca foi testada em combate real.

A TV estatal iraniana relatou que os materiais nucleares das instalações atingidas haviam sido removidos previamente, o que teria reduzido os danos diretos. Mesmo assim, os analistas reconhecem que os ataques provocaram danos significativos à infraestrutura nuclear iraniana.

Para Zhang, os bombardeiros B-2 são mais letais que os caças F-15, F-16 e F-35 utilizados por Israel. “Os danos causados pelos EUA são, sem dúvida, superiores aos que Israel conseguiria infligir”, avaliou.

Apesar da gravidade do episódio, especialistas acreditam que os ataques devem continuar sendo pontuais e focados em alvos estratégicos. “Nenhum dos lados quer que a situação saia do controle. Os EUA devem manter a ofensiva limitada a instalações nucleares”, concluiu Li.

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