Líderes buscam evitar nova batalha tarifária após ameaças de Trump

China concorda em realizar novas negociações comerciais com os EUA após ameaças de Trump.
Neste sábado (18), a China anunciou que concordou em realizar uma nova rodada de negociações comerciais com os Estados Unidos “o mais rápido possível”. O objetivo é evitar uma nova e prejudicial batalha de tarifas de retaliação, enquanto os líderes tentam resolver as tensões comerciais.
Detalhes da negociação
A decisão foi comunicada após uma videoconferência entre o vice-premiê He Lifeng e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. A agência estatal Xinhua relatou que a conversa incluiu “trocas francas, profundas e construtivas”. Horas antes, Trump havia declarado que a tarifa de 100% sobre produtos chineses não era sustentável, mas uma medida necessária devido à postura da China.
Tensão crescente
Trump criticou a China por buscar vantagem nos acordos comerciais e expressou a necessidade de um acordo justo entre as duas potências. Ele confirmou que se reunirá com Xi Jinping nas próximas duas semanas, possivelmente na Coreia do Sul, para discutir comércio. A situação se agravou após a China restringir a exportação de elementos raros e a imposição de tarifas adicionais por parte dos EUA, que entrariam em vigor em 1º de novembro.
Impactos econômicos
As tensões têm levado exportadores chineses a explorar novos mercados, como Europa e América Latina, devido à perda de negócios com os EUA. Apesar da queda nas vendas para os americanos, as exportações totais da China cresceram 7,1% nos primeiros nove meses do ano. No entanto, empresários relatam desafios, como aumento da concorrência e queda de preços, afetando a lucratividade. A maior feira comercial do mundo, a Feira de Cantão, viu uma diminuição significativa de compradores dos EUA, com aumento do interesse de países como o Brasil.
Clima de incerteza
As bolsas da China e de Hong Kong apresentaram quedas significativas, com o índice de Xangai e o Hang Seng perdendo cerca de 2% e 2,5%, respectivamente. A cautela entre investidores aumenta em meio às tensões comerciais e à expectativa da reunião do Partido Comunista Chinês, que discutirá o novo plano econômico do país.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








