Entenda a importância dos modos de vida tradicionais na conservação do Cerrado

Povos tradicionais do Cerrado mantêm práticas sustentáveis que ajudam na conservação ambiental.
O Cerrado, conhecido como o “coração das águas” do Brasil, abriga uma diversidade de povos que desempenham um papel vital na preservação do bioma. Um levantamento da plataforma Povoado identificou 6.767 comunidades, das quais 2.641 se reconhecem como Povos e Comunidades Tradicionais, distribuídas em 480 municípios de 13 estados. Esses grupos incluem quilombolas, indígenas e ribeirinhos, com práticas que ajudam a conservar a água e a biodiversidade.
Importância das comunidades tradicionais
As comunidades tradicionais do Cerrado mantêm modos de vida coletivos que, apesar da falta de reconhecimento formal, são fundamentais para a conservação ambiental. Elas utilizam práticas sustentáveis, como a coleta de sementes nativas e a colheita de alimentos, que têm sido transmitidas por gerações, contribuindo para a manutenção do ecossistema.
Distribuição das comunidades
Entre os estados, Minas Gerais destaca-se com 2.115 comunidades, seguido por Mato Grosso com 960 e Goiás com 882. No Distrito Federal, 203 comunidades se identificam como tradicionais, evidenciando a alta densidade de grupos comprometidos com a proteção cultural e ambiental na região.
Plataforma Povoado
A plataforma Povoado oferece acesso público a dados sobre essas comunidades, permitindo consultas interativas e um espaço colaborativo para atualização de informações. O projeto é um desdobramento da iniciativa Tô no Mapa, que visa o automapeamento de territórios por agricultores familiares e povos originários, fortalecendo a luta pela demarcação de terras e proteção cultural.
A proteção do Cerrado é essencial não apenas para a conservação da biodiversidade, mas também para garantir água, ar e alimento de qualidade para todos.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








