Milton Maluhy refuta afirmações de Haddad sobre a Selic e suas consequências

Durante entrevista nesta quarta-feira (5), CEO do Itaú, Milton Maluhy, afirmou que a ideia de que bancos preferem juros altos é equivocada e defendeu a redução da Selic.
Nesta quarta-feira (5), Milton Maluhy, CEO do Itaú Unibanco, refutou a ideia de que os bancos preferem taxas de juros elevadas durante uma entrevista sobre os resultados do terceiro trimestre. Ele comentou sobre declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que insinuou que os bancos estão pressionando o Banco Central a manter a taxa Selic alta.
Maluhy enfatizou: “Acho que existe uma percepção equivocada de que os bancos preferem taxas de juros elevadas do que baixas. Preferimos operar no mercado com juros de um dígito do que com juros de dois dígitos”. Ele explicou que juros altos por períodos prolongados exercem pressão sobre a inadimplência, dificultando o crescimento das carteiras de crédito.
Impactos da Selic na economia
O executivo expressou otimismo em relação à possibilidade de um corte na taxa Selic a partir de janeiro, prevendo uma redução de 0,25 ponto percentual. Segundo ele, essa mudança poderia trazer alívio para a economia, permitindo que tanto os consumidores quanto as empresas voltem a investir e consumir. “Juros baixos são bons para todos, é nesse cenário que os bancos crescem mais”, destacou.
Situação da inadimplência
Maluhy também abordou a situação da inadimplência, que está no menor patamar da história para pessoas físicas. No entanto, ele observou que existem empresas enfrentando dificuldades, refletindo um ambiente de incerteza. Ele assegurou que o Itaú está confortável com seu provisionamento e não vislumbra uma crise no crédito para pessoas jurídicas, desde que os juros não permaneçam altos por muito tempo.
Expectativas futuras
As eleições de 2026 podem trazer mais volatilidade ao mercado, exigindo uma abordagem cautelosa por parte dos bancos. Maluhy comentou sobre a importância de aprofundar as relações com clientes resilientes, que são fundamentais para o crescimento da carteira de crédito a longo prazo. Ele concluiu enfatizando a necessidade de um equilíbrio nas condições econômicas para garantir um ambiente favorável ao crescimento do crédito.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








