Mudança no sistema eleitoral é defendida como medida contra facções

O Centrão articula a mudança no modelo eleitoral, defendendo o voto distrital misto como forma de barrar a entrada de criminosos na política.
Em 3 de novembro de 2025, Brasília – O Centrão, grupo que controla o Congresso Nacional, reativa a discussão sobre a adoção do voto distrital misto, alegando que a mudança poderia ajudar a barrar a entrada de facções criminosas na política. A proposta, liderada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, e o relator Domingos Neto, busca ampliar o poder das direções partidárias e reduzir a influência de influenciadores digitais.
Objetivos e críticas à proposta
Os defensores do modelo argumentam que ele traria uma maior sintonia entre eleitor e parlamentar, especialmente após operações contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro. No entanto, críticos afirmam que a mudança pode ter efeito nulo, já que o crime organizado já está inserido nas estruturas políticas.
Detalhes da mudança no sistema eleitoral
O voto distrital misto, que será discutido a partir do PL 9.212, aprovado em 2017, prevê uma divisão dos estados em distritos eleitorais, onde cada um elegeria um representante. A proposta, se aprovada, não será válida para as eleições de 2026, mas sim a partir de 2028 para cidades acima de 200 mil habitantes e nas eleições gerais de 2030.
Implicações e próximos passos
Domingos Neto, relator da proposta, acredita que a nova regra permitirá uma maior cobrança de responsabilidade dos parlamentares, aproximando o eleitor de seu representante. O relator está pronto para apresentar o texto e aguarda a definição da data de votação. A expectativa é que a nova estrutura reduza o impacto dos “puxadores de voto” e proporcione uma relação mais direta entre eleitores e representantes.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








