Governador apresenta detalhes em petição ao ministro Alexandre de Moraes

Governador do Rio, Cláudio Castro, afirma que megaoperação contra o Comando Vermelho seguiu regras do STF, em petição ao ministro Moraes.
Em 3 de novembro de 2025, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que a megaoperação contra o Comando Vermelho respeitou as regras fixadas pela corte no julgamento da ADPF das Favelas. Castro ressaltou que a operação foi planejada com controle judicial e acompanhamento ministerial, concentrando-se em áreas não residenciais, visando minimizar impactos sobre escolas e empregando força de maneira proporcional.
Detalhes da ação
Na petição enviada ao relator do caso, Castro apresentou um detalhamento extenso, com 26 páginas, respondendo a requisitos do STF, incluindo o grau de força utilizado, número de agentes envolvidos e armamentos empregados. A operação, que ocorreu no dia 28 de outubro, deixou 121 mortos, entre eles quatro policiais. Moraes determinou a preservação e documentação rigorosa de todos os elementos relacionados à operação, incluindo perícias e cadeias de custódia, para garantir a responsabilização e o devido processo legal.
Reunião no CICC
Na manhã de 3 de novembro, Castro e Moraes se encontraram no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle) para discutir a operação e os desafios enfrentados na segurança pública do estado. A reunião, que durou duas horas e meia, não contou com a exibição de vídeos da operação, embora Castro tenha expressado interesse em mostrar imagens gravadas por policiais. Membros do governo também conduziram Moraes em uma visita técnica à sala de inteligência e controle, onde está instalado o sistema de câmeras portáteis da Polícia Militar.
Conclusão
Castro, em nota, afirmou que a reunião permitiu ao ministro esclarecer dúvidas sobre a política de segurança no Rio de Janeiro e os desafios do combate ao crime organizado. As autoridades continuam a enfatizar a importância de ações que respeitem os direitos humanos e garantam a segurança da população.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








